Polícia

DESCASO COM TJ-PI

Vegas Club ignora Justiça e reabre um dia após interdição

Moradores registram som alto e movimentação no estabelecimento menos de 24 horas após ordem de interdição por poluição sonora.

Por Redação

15 de outubro de 2025 às 22:07 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • A casa de shows Vegas Club, em Teresina, descumpriu uma ordem judicial de interdição e voltou a funcionar menos de 24 horas após a decisão.
  • Moradores do condomínio próximo denunciaram o funcionamento com vídeos mostrando atividades dentro do local.
  • A interdição foi decretada devido a um processo por poluição sonora e a casa já recebeu R$ 386 mil em multas não pagas.
  • A juíza classificou a conduta como um "desprezo" pelas ordens judiciais.
  • O funcionamento do local pode configurar crime de desobediência, levando a novas sanções.

Boate Vegas na região leste de Teresina
Boate Vegas na região leste de Teresina

Menos de 24 horas após a Justiça do Piauí decretar sua interdição imediata, a casa de shows Vegas Club, na zona Leste de Teresina, voltou a funcionar na noite desta quarta-feira, 15 de outubro. O descumprimento da ordem judicial foi flagrado por moradores do Condomínio Liz Medeiros, que registraram em vídeo a atividade no local e denunciaram o claro desafio à determinação da 5ª Vara Cível.

Noite de quarta-feira é a festa continua contra decisão judicial em casa de shows em uma das principais avenidas de capital do Piauí.

Nos vídeos e áudios enviados à reportagem, é possível constatar a emissão de som mecânico vindo de dentro do estabelecimento. 

Uma moradora relata a presença de um grupo de pessoas, incluindo supostos responsáveis pelo local, que permaneceram por horas em frente ao clube, ao lado de uma caminhonete que, segundo ela, pertence ao proprietário do Vegas Club.

Decisão judicial é desrespeitada sem nenhuma preocupação com a decisão da juíza.

O sentimento de impunidade é compartilhado. "Aí vai ficar por isso mesmo? Esse desacato?", questiona. A moradora que gravou o vídeo afirma que há música, gente e movimento dentro do local, como se a interdição jamais tivesse ocorrido.

"Eles mais uma vez estão descumprindo a ordem judicial e continuam fazendo pouco caso", desabafou um morador em mensagem.

A decisão de fechamento foi assinada na terça-feira, 14, pela juíza Maria das Neves Ramalho Barbosa Lima, que classificou a conduta da empresa como um "completo e deliberado desprezo" pelas ordens judiciais. A interdição foi o ápice de um processo por poluição sonora que já havia resultado na aplicação de R$ 386 mil em multas, também ignoradas pelo estabelecimento.

O novo episódio de desrespeito à Justiça agrava a situação da empresa. O funcionamento de um estabelecimento interditado judicialmente pode configurar crime de desobediência, sujeito a novas sanções e à solicitação de força policial para garantir o efetivo cumprimento do fechamento.