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Saiba quem são os presos e as empresas alvo da PF em operação contra desvio na Semec

A operação cumpriu 31 ordens judiciais, sendo quatro prisões temporárias e 27 buscas e apreensões.

Por Redação

26 de novembro de 2025 às 15:41 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • A Operação Mãos Limpas foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes na Secretaria de Educação de Teresina.
  • Quatro pessoas foram presas temporariamente: Francisco de Jesus dos Reis, Victor Almeida de Moura, Bruno Barbosa dos Santos e Francisco Aderson de Sousa Ramos.
  • Após colaborarem, os detidos foram liberados.
  • A operação cumpriu 31 ordens judiciais, incluindo buscas e prisões.
  • Empresas investigadas incluem Limp Serv, Mutual Serviços de Limpeza, Alfa Gestão e Ação Seletiv.
  • A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 40 milhões em bens e ativos.
  • As investigações começaram em 2023 devido a denúncias de irregularidades em contratos de 2019 e 2022.
  • Foi constatado direcionamento de licitações e outras fraudes.
  • A Limp Serv declarou que as irregularidades ocorreram sob a administração anterior.

Secretaria da Educação de Teresina é alvo de operação da Polícia Federal - Foto: Lupa1
Secretaria da Educação de Teresina é alvo de operação da Polícia Federal - Foto: Lupa1

A TV Lupa1  teve acesso aos nomes dos quatro presos temporariamente pela Polícia Federal durante a Operação Mãos Limpas, deflagrada nesta quarta-feira (26) para apurar desvios de recursos públicos, fraudes em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro na Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec).

 Secretaria da Educação de Teresina é alvo de operação da Polícia Federal - Foto: Lupa1Secretaria da Educação de Teresina é alvo de operação da Polícia Federal - Foto: Lupa1   

Foram presos Francisco de Jesus dos Reis, proprietário da antiga Belazarte, hoje Alfa Gestão de Recursos Humanos, Victor Almeida de Moura, Bruno Barbosa dos Santos e Francisco Aderson de Sousa Ramos. Os mandados eram temporários e após prestarem esclarecimentos e colaborarem com a investigação, todos foram liberados.

A operação

A operação cumpriu 31 ordens judiciais, sendo quatro prisões temporárias e 27 buscas e apreensões, todas na capital. As empresas alvo das diligências incluem Limp Serv, Mutual Serviços de Limpeza, Alfa Gestão e Ação Seletiv.

Como parte das medidas judiciais, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros que somam mais de R$ 40 milhões, valor apontado como prejuízo causado aos cofres públicos.

As investigações tiveram início em 2023, após denúncias de irregularidades em contratos de terceirização de mão de obra firmados pela Semec nos certames de 2019 e 2022. 

Os levantamentos identificaram indícios de direcionamento de licitações, uso de empresas de fachada, superfaturamento e retenção ilegal de parte dos salários de trabalhadores terceirizados. Servidores suspeitos de envolvimento foram exonerados em 2025.

Outro lado

A Limp Serv informou por meio de nota enviada a TV Lupa1 que as denúncias apuradas pela Polícia Federal envolvem a antiga administração da empresa.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A atual gestão da LIMP SERV esclarece que a denuncia que deu causa a operação de hoje, aconteceu quando a atual administração da empresa ainda não era proprietária do negócio.

A atual administração, assumiu a empresa no final de 2023 e a única relação com a antiga administração do negócio após a compra, foi o pagamento pela aquisição da mesma.

Estamos a disposição para colaborar com as investigações e dar qualquer esclarecimento.

Reiteramos nossa politica de trabalhar de forma transparente e correta e refutamos qualquer vinculação da nova administração a qualquer ato que desabone nossa conduta.
Atenciosamente
Diretoria
Limp Serv