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Operação Laverna

Saiba quem são os influencers alvo de operação sobre jogos ilegais no Piauí

Influencers de Parnaíba são investigados por promover apostas ilegais e rifas clandestinas, movimentando mais de R$ 5 milhões nas redes sociais.

Por Redação

21 de novembro de 2025 às 11:30 ▪ Atualizado há 2 meses


Sarah Brenna, Vitor Mídia, Lucimayre Brito e Luiz Carlos Morfim, influencers alvos da Operação Laverna. Foto: Reprodução/Instagram
Sarah Brenna, Vitor Mídia, Lucimayre Brito e Luiz Carlos Morfim, influencers alvos da Operação Laverna. Foto: Reprodução/Instagram

Os alvos da segunda fase da Operação Laverna, deflagrada nesta sexta-feira (21) em Parnaíba, no litoral do Piauí, são Lucimayre Brito, Luiz Morfim, Sarah Brenna e Vitor Mídia. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), eles são suspeitos de promover plataformas de apostas ilegais e rifas irregulares nas redes sociais. O grupo teria movimentado ao menos R$ 5 milhões.

 Sarah Brenna, Vitor Mídia, Lucimayre Brito e Luiz Carlos Morfim, influencers alvos da Operação Laverna. Foto: Reprodução/InstagramSarah Brenna, Vitor Mídia, Lucimayre Brito e Luiz Carlos Morfim, influencers alvos da Operação Laverna. Foto: Reprodução/Instagram 

De acordo com a polícia, os investigados utilizavam as redes sociais para divulgar plataformas de apostas virtuais como o “Jogo do Tigrinho” e similares. Os perfis publicavam vídeos editados, supostos ganhos, sorteios, discurso motivacional e links personalizados para recrutar seguidores, criando falsas expectativas de lucro. 

A análise financeira revelou movimentações  financeiras:

  • Lucimayre Magalhães Brito: R$ 213.606,60;
  • Luiz Carlos Morfim Júnior: R$ 637.783,14;
  • Sara Costa dos Santos (Sarah Brenna):  R$ 1.311.784,32;
  • Antônio Shaul Hinminisses de Araújo Soares (marido de Sarah): R$ 1.664.582,01.

No caso de João Vitor Almeida Pereira (Vitor Mídia), as movimentações chegaram a R$ 1.173.117,64, formadas principalmente por microcréditos entre R$ 0,02 e R$ 20,00 enviados por mais de 3 mil pessoas, padrão típico de rifas clandestinas.

Com 160 mil seguidores e uma loja de motocicletas na cidade, Vitor Mídia é apontado pela polícia como responsável por rifas ilegais divulgadas como beneficentes, sem comprovação de repasse e com lucro direto para ele.

  Polícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PIPolícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PI 

A investigação aponta que seus perfis eram usados quase exclusivamente para esse tipo de divulgação. A polícia também apura um episódio considerado suspeito: em um dos sorteios, a mesma pessoa teria sido “premiada” várias vezes, algo estatisticamente improvável.

A operação foi conduzida pela 2ª Delegacia Seccional de Parnaíba, em conjunto com a  Delegacia de Combate às Facções, Homicídios e Tráfico (DFHT), Superintendência de Operações Integradas (SOI), Diretoria de Inteligência (DINT), LAB-LD e  Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).

Polícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PIPolícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PI 

Nome da Operação

O nome da operação remete à deusa romana Laverna, símbolo de atos ocultos e práticas fraudulentas, representando o caráter dissimulado das atividades investigadas.

 Polícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PIPolícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PI