Fase II da Operação Laverna
Por Redação
21 de novembro de 2025 às 08:55 ▪ Atualizado há 2 meses
A Secretaria de Segurança Pública deflagrou, nesta sexta-feira (21), a segunda fase da Operação Laverna em Parnaíba, com apoio das polícias Civil e Militar. A ação cumpre medidas cautelares contra os influenciadores Sarah Brenna, Júnior Mídia e outros dois identificados pelas iniciais L.M.B. e L.C.M.J., suspeitos de participar de crimes digitais ligados à divulgação de plataformas de apostas ilegais e rifas irregulares nas redes sociais.
Polícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PI
De acordo com a polícia, os investigados utilizavam as redes sociais para divulgar plataformas de apostas virtuais como o “Jogo do Tigrinho” e similares. Os perfis publicavam vídeos editados, supostos ganhos, sorteios, discurso motivacional e links personalizados para recrutar seguidores, criando falsas expectativas de lucro.
Já Júnior Mídia atuava na promoção de rifas ilegais apresentadas como beneficentes, sem comprovação de repasse e com lucro direto para o operador.
Polícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PI
A análise financeira revelou movimentações incompatíveis com qualquer renda formal declarada. Em nome de L.M.B. foram identificados R$ 213.606,60, já Sarah Brenna movimentou R$ 1.311.784,32, enquanto seu marido, A.S.H.A.S., registrou R$ 1.664.582,01. As contas vinculadas a L.C.M.J. apresentaram movimentação de R$ 637.783,14.
No caso de Júnior Mídia, o montante atingiu R$ 1.173.117,64, composto majoritariamente por microcréditos entre R$ 0,02 e R$ 20,00, enviados por mais de 3 mil pessoas distintas, padrão típico de rifas clandestinas.
De acordo com o delegado Ayslan Magalhães, as informações financeiras, somadas à ausência de declaração de renda e ao uso de empresas associadas a pagamentos digitais ligados a jogos ilegais, reforçam indícios de ocultação patrimonial, dissimulação de recursos, evasão fiscal e vantagem econômica ilícita.
As condutas investigadas podem configurar crimes como estelionato, indução do consumidor a erro por afirmação falsa ou enganosa, loteria não autorizada e lavagem de dinheiro.
Polícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PI “A Polícia Civil continuará atuando de forma firme e incansável no enfrentamento aos crimes digitais. Não vamos tolerar o uso das redes sociais para promover apostas ilícitas, rifas ilegais ou qualquer prática destinada a enganar consumidores e obter vantagens indevidas”, pontuou o delegado Ayslan Magalhães.
A operação foi conduzida pela 2ª Delegacia Seccional de Parnaíba, em conjunto com a Delegacia de Combate às Facções, Homicídios e Tráfico (DFHT), Superintendência de Operações Integradas (SOI), Diretoria de Inteligência (DINT), LAB-LD e Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).
Polícia investiga influenciadores por jogos e rifas ilegais em Parnaíba. Foto: Divulgação/SSP-PI O nome da operação remete à deusa romana Laverna, símbolo de atos ocultos e práticas fraudulentas, representando o caráter dissimulado das atividades investigadas.
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