Polícia

INVESTIGAÇÃO

Rafael Fonteles comenta operações da PF: "Os responsáveis devem responder"

Polícia Federal ainda não divulgou os nomes dos envolvidos ou o montante suspeito de desvio.

Por Redação

01 de outubro de 2025 às 13:54 ▪ Atualizado há 2 meses


Governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Foto: TV Lupa1
Governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Foto: TV Lupa1

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, comentou nesta terça-feira (1º) sobre a Operação Omni, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi) e Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Questionado sobre a necessidade de auditoria para apurar possíveis irregularidades, Rafael Fonteles disse que as análises contratuais são constantes e reiterou que a falta de informações sobre o caso o impossibilita de se manifestar com mais detalhes.

 Governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Foto: TV Lupa1Governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Foto: TV Lupa1   
 

Segundo Fonteles, o governo ainda não teve acesso aos detalhes da investigação, mas garantiu total colaboração com as autoridades. "Somos defensores do Estado Democrático de Direito. Se houver irregularidades, os responsáveis devem responder nos termos da legislação", afirmou o chefe do Executivo estadual.

O governador destacou que a máquina pública estadual movimenta mais de R$ 20 bilhões por ano, com milhares de contratos submetidos à fiscalização de órgãos de controle internos e externos.

Ele também alertou para a importância de não se antecipar a conclusões antes do fim do processo investigativo.

“É preciso cautela. Há casos em que a investigação se inicia, mas ao final conclui-se que não houve ilegalidade. Em outros, as irregularidades são confirmadas e as devidas sanções são aplicadas. Por isso, é fundamental respeitar o devido processo legal e todas as garantias asseguradas pelo Estado Democrático de Direito”, reforçou.

A Operação Omni investiga possíveis fraudes envolvendo recursos públicos destinados à saúde. A Polícia Federal ainda não divulgou os nomes dos envolvidos ou o montante suspeito de desvio.


Relembre o caso

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU/PI) e o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE/PI), deflagrou, nesta terça-feira (30/9), as operações OMNI e Difusão com o objetivo de desmantelar esquemas criminosos milionários envolvendo contratos referentes à saúde no Piauí.

 Delegado da PF detalha operações que investigam fraudes milionárias na saúde - Fotos: Lupa1 | PFDelegado da PF detalha operações que investigam fraudes milionárias na saúde - Fotos: Lupa1 | PF   

No âmbito da Operação OMNI, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão nas cidades de Teresina, Timon/MA, Araguaína/TO, Brasília/DF, Goiânia/GO, São Paulo/SP e Curitiba/PR. 

As apurações tiveram início a partir de denúncias à CGU e ao Ministério Público Federal de possíveis irregularidades no processo de contratação de empresa para a prestação de serviços de hemodiálise e diálise peritoneal à beira leito, que envolvia a suspeita de participação de agente público no sentido de favorecer a empresa contratada.

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