Investigação
Por Redação
05 de novembro de 2025 às 10:47 ▪ Atualizado há 2 meses
Quatro aeronaves executivas e uma Porsche avaliada em mais de R$ 500 mil estão entre os bens apreendidos na Operação Carbono Oculto 86, deflagrada na manhã desta quarta-feira (5). A ação mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 5 bilhões para o Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvendo empresas do ramo de combustíveis no Piauí, Maranhão e Tocantins.
Avião apreendido em Operação contra o PCC no Piauí A operação, coordenada pela Polícia Civi do Piauí com apoio do Ministério Público e da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), determinou ainda a interdição de 49 postos que estariam integrados ao esquema criminoso. Desse total, 16 funcionavam em Teresina.
Ao todo, R$ 348.766.047,00 milhões em bens e valores já foram sequestrados pela Justiça. O bloqueio, segundo as autoridades, recai sobre 10 pessoas físicas e 60 empresas apontadas como parte da organização financeira que sustentava o grupo.
Entre os bens apreendidos, está o avião Cessna Aircraft 210M, registrado em nome do empresário Haran Santhiago Girão Sampaio. O monomotor comporta até cinco passageiros além do piloto e é frequentemente utilizado para deslocamentos executivos regionais. Seu valor de mercado é estimado entre R$ 1 milhão e R$ 3,5 milhões, a depender de ano e configuração da aeronave.
Além dele, os investigadores apreenderam mais três aeronaves:
Raytheon Aircraft 400A (Hawker 400) — jato executivo de médio porte que acomoda sete ou oito passageiros e é avaliado em mais de R$ 10 milhões;
Air Craft Astra SPX — aeronave da categoria executiva, de maior performance e autonomia que o Cessna, avaliada em R$ 8.500.000 (oito milhões e quinhentos mil reais).
Aircraft C90A — turboélice bimotor bastante utilizado em voos corporativos de curta e média distância, avaliado em aproximadamente R$ 7.500.000 (sete milhões e quinhentos mil reais).
As aeronaves eram utilizadas para facilitar deslocamentos de luxo e, segundo os investigadores, serviam também como meio de ocultar patrimônio e justificar movimentações financeiras expressivas.
Entre os alvos da operação que tiveram valores sequestrados pela justiça estão: Haran Santhiago Girão Sampaio; Danillo Coelho de Sousa; Thamyres Leite Moura Sampaio; Moisés Eduardo Soares Pereira; Salatiel Soido de Araújo; Denis Alexandre; Jotesso Villani; Andressa Castro Alves de Oliveira; João Revoredo Mendes Cabral Filho; e Victor Linhares de Paiva.
Eles são apontados como responsáveis por estruturar uma rede empresarial que fingiria legalidade em transações ligadas ao comércio de combustíveis, permitindo a lavagem de valores do crime organizado.
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