Desdobramentos
Por Redação
11 de novembro de 2025 às 22:11 ▪ Atualizado há 2 meses
Na manhã desta terça-feira (11), as polícias civil e militar do Piauí interditaram 22 postos de combustíveis distribuídos por 11 municípios. A ação teve como base mandados judiciais originados na Operação Carbono Oculto 86, que apura um esquema de lavagem de dinheiro estimado em cerca de R$ 5 bilhões ligado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
Posto de gasolina - Foto: Lupa1Os locais alvo das interdições incluem três postos cada em Altos e Canto do Buriti; dois em Lagoa do Piauí, Miguel Leão e Parnaíba; além de um estabelecimento interditado em cada um dos municípios de Demerval Lobão, Oeiras, Dom Inocêncio, Uruçuí e São João da Fronteira.
A Operação Carbono Oculto 86 foi deflagrada em 5 de novembro de 2025 no Piauí, no âmbito de investigação integrada entre o Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI), a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) por meio da Polícia Civil do Piauí e do Instituto de Metrologia do Piauí (Imepi).
O núcleo da investigação indica que o PCC vinha se infiltrando no setor de combustíveis, utilizando-se de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavagem de capitais, ocultação de patrimônio e fraudes tributárias.
Segundo informes, o montante de recursos sob investigação alcança a ordem de R$ 5 bilhões. A operação já resultou em interdições de quase 50 postos de combustíveis no Piauí, Maranhão e Tocantins, num primeiro balanço.
Outro aspecto indicado pelas investigações é o modelo de operação: compra de redes de postos por empresas recém-constituídas, que passaram a funcionar sob novas bandeiras, mas mantinham a estrutura anterior.
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