Polícia

Operação

Polícia interdita 49 postos suspeitos de lavar dinheiro para o PCC no Piauí

Operação também foi deflagrada em cidades do Maranhão e do Tocantins.

Por Redação

05 de novembro de 2025 às 08:18 ▪ Atualizado há 2 meses

Ver resumo
  • A Operação Carbono Oculto 86 foi deflagrada pela SSP-PI e Polícia Civil.
  • O objetivo é investigar a atuação do PCC no setor de combustíveis no Piauí.
  • O grupo é suspeito de lavar dinheiro por meio de um complexo esquema empresarial.
  • Foram interditados 49 postos de combustíveis no Piauí, Maranhão e Tocantins.
  • A operação busca impedir o fluxo financeiro do crime organizado e a geração de lucros ilícitos.
  • A investigação revelou o uso de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs.
  • Há vínculos entre empresários locais e operadores financeiros já alvos de operação nacional.
  • A ação reforça a política estadual de combate ao crime organizado em setores estratégicos.
  • O objetivo é enfraquecer a estrutura econômica do PCC no Brasil.

Operação mira o PCC no Piauí
Operação mira o PCC no Piauí

A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil, deflagrou nessa quarta-feira (05) a Operação Carbono Oculto 86, que apura a atuação de células do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis no Piauí. O grupo, segundo as investigações, teria se infiltrado no mercado utilizando um sofisticado esquema empresarial para lavar capitais ilícitos, fraudar transações e ocultar patrimônio acumulado com o crime organizado.

Conforme a SSP-PI, equipes da Polícia Civil interditaram 49 postos de combustíveis distribuídos em municípios do Piauí, Maranhão e Tocantins.

 Operação mira o PCC no PiauíOperação mira o PCC no Piauí   

Interdição de 49 postos em três estados

No Piauí, as ações se concentram nas cidades de Teresina, Lagoa do Piauí, Demerval Lobão, Miguel Leão, Altos, Picos, Canto do Buriti, Dom Inocêncio, Uruçuí, Parnaíba e São João da Fronteira.

Veja vídeo:

No Maranhão, foram atingidos postos nas cidades de Peritoró, Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras. Já no Tocantins, o alvo é São Miguel do Tocantins.

As interdições visam travar o fluxo financeiro da organização e evitar que o patrimônio sob investigação continue gerando lucro ao crime.

Esquema financeiro complexo

De acordo com a SSP-PI, a organização criminosa estruturou uma rede formada por empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs, criando um fluxo financeiro com aparência legal para movimentar valores provenientes do tráfico de drogas e outros crimes.

 Operação mira o PCC no PiauíOperação mira o PCC no Piauí   

A investigação, construída com apoio de inteligência financeira e de segurança, identificou vínculos diretos entre empresários piauienses e os mesmos operadores financeiros que já foram alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada em âmbito nacional pela Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Militar paulista.

Essa operação inicial desarticulou um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro ligado às principais organizações criminosas do país, entre elas, o PCC.

Integração entre forças de segurança

Segundo a SSP-PI, a operação reforça a política estadual de combate à infiltração de facções em setores econômicos estratégicos. A pasta destaca que crimes financeiros se tornaram um dos maiores instrumentos de crescimento e estabilidade do PCC no Brasil.

“O objetivo é enfraquecer a estrutura econômica do crime organizado, que tenta operar com aparência legal e ampliar sua influência no Piauí”, afirmou a Secretaria em nota.