Polícia

Operação Carbono Oculto 86

MP do Piauí pede prisão de empresários suspeitos de lavar R$ 5 bilhões para o PCC

A investigação aponta que as empresas envolvidas movimentaram cerca de R$ 5 bilhões em transações consideradas atípicas.

Por Redação

17 de novembro de 2025 às 15:12 ▪ Atualizado há 2 meses


Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa ao lado das namoradas
Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa ao lado das namoradas

O Ministério Público do Piauí (MP-PI) solicitou à Justiça a prisão preventiva de empresários alvo da Operação Carbono Oculto 86, que investiga um amplo esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, desencadeada pela Polícia Civil, fechou 49 postos de combustíveis distribuídos entre Piauí, Maranhão e Tocantins.

 Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa ao lado das namoradasHaran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa ao lado das namoradas   

A TV Lupa1 apurou que o MP-PI embasou os pedidos de prisão em duas suspeitas centrais, o vazamento de informações antes do início da operação e a tentativa de ocultação de patrimônio por parte dos investigados após o avanço das apurações. A investigação aponta que as empresas envolvidas movimentaram cerca de R$ 5 bilhões em transações consideradas atípicas.

 Rede de Postos HD é interditada durante Operação Carbono Oculto 86 no Piauí. Foto: Divulgação/SSP-PIRede de Postos HD é interditada durante Operação Carbono Oculto 86 no Piauí. Foto: Divulgação/SSP-PI   

Passaportes apreendidos e restrições judiciais

A Justiça determinou a apreensão dos passaportes dos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danilo Coelho de Sousa, além de suas esposas, Thamyres Leite e Thayres Leite. Com a medida, todos estão proibidos de deixar o país enquanto seguem sob investigação.

Apreensão de veículos e aeronaves

Durante o cumprimento dos mandados de busca, foram recolhidos um Porsche avaliado em aproximadamente R$ 550 mil e um avião modelo Cessna Aircraft 210M, pertencente a Haran Santhiago. A polícia, porém, não encontrou outras três aeronaves registradas em nome dos investigados.