Vereadora de Teresina
Por Redação
26 de novembro de 2025 às 10:42 ▪ Atualizado há 2 meses
O site nacional Metrópoles incluiu a vereadora Tatiana Medeiros (PSB), de Teresina, na lista de políticos eleitos no Brasil que foram presos ou investigados por conexões com facções criminosas. A menção ocorre em meio a uma série de casos que têm revelado, em diferentes estados, o avanço de grupos do crime organizado sobre estruturas do poder público.
Metrópoles lista Tatiana Medeiros entre políticos eleitos ligados ao crime organizado - Foto: Metrópoles Em menos de 15 dias, dois vereadores do Rio de Janeiro foram detidos sob suspeita de ligação com facções que dominam o tráfico de drogas e armas no estado. No dia 14 de novembro, Marcos Henrique Matos de Aquino (Republicanos), o mais votado em São João de Meriti, foi preso na Operação Contenção, deflagrada contra o Comando Vermelho (CV).
Já nesta terça-feira (25), o vereador Ernane Aleixo (PL), também de São João de Meriti, foi alvo da operação Muro de Favores, que mirou o Terceiro Comando Puro (TCP). A polícia aponta que Aleixo teria oferecido suporte logístico e operacional à facção em troca de vantagens financeiras e eleitorais.
A inserção de Tatiana Medeiros nessa lista do Metrópoles se deve ao caso que ganhou repercussão nacional em abril deste ano. A vereadora foi presa no bairro Jóquei, zona Leste de Teresina, sob suspeita de manter relação com Alandilson Cardoso Passos, apontado pela Polícia Federal como integrante do Bonde dos 40.
Segundo as investigações, há fortes indícios de que a campanha eleitoral de Tatiana tenha sido financiada com recursos da facção. Em uma fase anterior da apuração, a PF apreendeu R$ 100 mil em espécie na ONG Instituto Vamos Junto, fundada pela parlamentar.
Além de Tatiana e dos vereadores fluminenses, o Metrópoles relembra outros casos que expõem a infiltração de facções na política. Na Bahia, o vereador George Everton Santana (PCdoB), de Ubaitaba, foi preso em 30 de outubro, durante operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Ilhéus.
Com ele, agentes encontraram R$ 130 mil em espécie. A ofensiva buscava desarticular um grupo criminoso ligado a tráfico de drogas e armas, homicídios e lavagem de dinheiro no sul da Bahia e em Sergipe.
As sucessivas prisões e investigações demonstram que o crime organizado tem avançado sobre câmaras municipais e estruturas eleitorais, influenciando campanhas e oferecendo suporte ilegal a candidatos.
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