Polícia

INVESTIGAÇÃO

Justiça libera gestores presos em operação da PF sobre fraudes da saúde no Piauí

Durante a operação, dois servidores públicos foram afastados das funções, e cerca de R$ 66 milhões foram bloqueados nas contas dos investigados.

Por Redação

03 de outubro de 2025 às 11:16 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • A Justiça Federal determinou a soltura de dois gestores de OSSs presos em investigação sobre fraudes na saúde no Piauí.
  • A Polícia Federal investiga suspeitas de superfaturamento e lavagem de dinheiro envolvendo a Secretaria de Saúde do Estado e a Fundação Municipal de Saúde de Teresina.
  • Dois servidores públicos foram afastados e R$ 66 milhões bloqueados nas contas dos investigados.
  • Bens de luxo, como carros e relógios, além de dinheiro, foram apreendidos.
  • Os contratos investigados incluem a gestão de hospitais e serviços de diálise.
  • A PF busca identificar outros envolvidos analisando celulares e computadores apreendidos.
  • O governador Rafael Fonteles afirmou que as secretarias estaduais estão colaborando e que responsáveis deverão responder conforme a lei.

De superfaturamento a prisões: entenda o esquema de fraudes na saúde - Foto: Reprodução
De superfaturamento a prisões: entenda o esquema de fraudes na saúde - Foto: Reprodução

A Justiça Federal determinou, nesta sexta-feira (03), a soltura de dois gestores de Organizações Sociais de Saúde (OSSs) que estavam presos desde 30 de setembro em investigação da Polícia Federal sobre fraudes em contratos da saúde no Piauí.

De superfaturamento a prisões: entenda o esquema de fraudes na saúde - Foto: ReproduçãoJustiça libera gestores presos em operação da PF sobre fraudes da saúde no Piauí - Foto: Reprodução
 

As apurações da PF apontam suspeitas de superfaturamento, lavagem de dinheiro, direcionamento de contratos e uso de documentos falsos envolvendo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina.

Durante a operação, dois servidores públicos foram afastados das funções, e cerca de R$ 66 milhões foram bloqueados nas contas dos investigados. Também houve apreensão de veículos e bens de luxo, como Porsche, Volvo, relógios Rolex e dinheiro em espécie, incluindo dólares e aproximadamente R$ 1 milhão.

Os contratos investigados envolvem a gestão de hospitais estaduais, como o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba, e serviços de hemodiálise e diálise peritoneal. A PF investiga ainda possível favorecimento de empresas por parte de agentes públicos.

Com a análise de celulares e computadores apreendidos, a polícia espera identificar outros envolvidos e possíveis irregularidades adicionais.

O governador Rafael Fonteles (PT) declarou que as secretarias estaduais estão colaborando com as investigações e reforçou que eventuais responsáveis deverão responder conforme a lei.

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