Pronuciamento
Por Redação
21 de novembro de 2025 às 22:55 ▪ Atualizado há 2 meses
O influenciador piauiense João Vítor Almeida Pereira, conhecido nas redes sociais como Vitor Mídia, se manifestou publicamente na tarde desta sexta-feira (21) após ter sido um dos alvos da segunda fase da Operação Laverna, deflagrada pela Polícia Civil e Polícia Militar em Parnaíba, litoral do Piauí. A ação investiga um esquema de rifas clandestinas e divulgação de plataformas de apostas ilegais, que teria movimentado ao menos R$ 5 milhões.
Quem me conhece, sabe, eu sou um cara honesto, eu eu não nunca quis nada de ninguém. Eu tenho certeza que isso vai ser esclarecido o quanto antes. E a gente está disposto a contribuir para isso, disse.
Vitor Mídia administra três perfis no Instagram, somando mais de 188 mil seguidores, entre conteúdos pessoais, divulgação de rifas e venda de motocicletas. Segundo a Polícia Civil, esses perfis eram usados predominantemente para promoções de rifas consideradas irregulares e para divulgação de links de apostas ilegais, prática que se intensificou no Piauí nos últimos anos.
Por meio de nota divulgada pela assessoria jurídica, o influenciador afirmou ainda que todas as rifas promovidas em seus perfis seguem as normas legais e são regulamentadas pela empresa Loteria da Baixada, que seria a responsável pela autorização dos sorteios.
A defesa sustenta que os títulos de capitalização divulgados por ele, “modalidade passiva + instantânea”, estariam “em inteira conformidade com a lei”, não havendo, segundo a nota, qualquer ilegalidade.
Nota de esclarecimento - Foto: Redes sociais De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), a investigação desta segunda fase da Laverna teve como alvos:
Sarah Brenna, Vitor Mídia, Lucimayre Brito e Luiz Carlos Morfim, influencers alvos da Operação Laverna. Foto: Reprodução/Instagram Lucimayre Brito
Luiz Morfim
Sarah Brenna
João Vítor (Vitor Mídia)
O grupo é suspeito de promover plataformas de apostas ilegais, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”, e de operar rifas irregulares através das redes sociais, com forte apelo emocional e marketing agressivo.
As investigações revelam que vídeos de supostos “ganhos fáceis”, discursos motivacionais e links de cadastro personalizados eram usados para atrair seguidores, criando expectativas irreais de lucro.
Lucimayre Magalhães Brito: R$ 213.606,60
Luiz Carlos Morfim Júnior: R$ 637.783,14
Sara Costa (Sarah Brenna): R$ 1.311.784,32
Antônio Shaul Araújo (marido de Sarah): R$ 1.664.582,01
João Vítor Almeida Pereira (Vitor Mídia): R$ 1.173.117,64
No caso de Vitor Mídia, a polícia aponta que as quantias eram formadas majoritariamente por microcréditos entre R$ 0,02 e R$ 20,00, enviados por mais de 3 mil pessoas, padrão característico de rifas clandestinas.