Polícia

FRAUDE NO INSS

Ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto é preso em nova fase da Operação Sem Desconto

Stefanutto foi exonerado em abril após investigação revelar fraudes que causaram prejuízos de cerca de R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas

Por Redação

13 de novembro de 2025 às 11:50 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • A Polícia Federal prendeu Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, como parte da Operação Sem Desconto.
  • A operação investiga fraudes contra aposentados e pensionistas, com prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões.
  • A nova fase da operação envolve esquemas de descontos não autorizados em benefícios do INSS.
  • Foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva em 15 estados e no Distrito Federal.
  • Estão sob investigação crimes como inserção de dados falsos, formação de organização criminosa e estelionato previdenciário.

Ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro StefanuttoFoto: Lula Marques/Agência Brasil.
Ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro StefanuttoFoto: Lula Marques/Agência Brasil.

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (13), o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, em nova fase da Operação Sem Desconto, conduzida em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

 Ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro StefanuttoFoto: Lula Marques/Agência Brasil.Ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro StefanuttoFoto: Lula Marques/Agência Brasil.   

Stefanutto havia sido exonerado em abril, após a operação revelar fraudes contra aposentados e pensionistas. Estima-se que as entidades investigadas tenham causado prejuízos de cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Na ocasião, ao menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

Nova fase da Operação

A operação investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Na manhã desta quinta-feira (13), policiais federais e auditores da CGU cumpriram 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas da prisão em 15 unidades da federação.

Os cumprimentos atingem os estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.

“Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, divulgou a Polícia Federal.