INVESTIGAÇÃO
Na manhã desta quarta-feira (24), o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou uma operação contra os suspeitos de envolvimento no homicídio de Jad Rubens Barros de Sousa, 29 anos, ocorrido em janeiro deste ano, motivado por uma dívida de cerca de 30 mil. Até o momento duas pessoas foram presas, incluindo o autor do disparo identificado como Raifran Machado de Araújo, vulgo Filinho.
DHPP prende suspeitos de matar traficante da Família do Norte em Teresina. Foto: Reprodução De acordo com o Delegado de Polícia Civil do Piauí, Danúbio Dias, a vítima seria integrante da facção "Família do Norte", em Manaus, e gerenciava a venda de entorpecentes para traficantes no Piauí, Ceará e Paraíba. Ele teria sido morto pelos membros da facção que integrava devido a uma dívida com a organização criminosa.
Delegado de Polícia Civil do Piauí, Danúbio Dias. Foto: TV Lupa1 “A vítima funcionava como gerente da facção Família do Norte e intermediava a compra de skunk, que é uma super maconha e cocaína, para traficantes aqui da zona sul-teresina, da capital em geral, e para traficantes do Ceará, em especial Fortaleza e Paraíba. Temos evidências de que a vítima também negociava a droga da Família do Norte no estado da Paraíba”, explicou o delegado.
Em 20 de agosto de 2024, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPPI) deflagrou a operação “Fragmentado”, que cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão nos estados do Piauí, Maranhão e Amazonas. Na ação, o então gerente da facção Família do Norte foi preso, e posteriormente a vítima, Jad Rubens, assumiu a função dentro do grupo criminoso.
“Nessa operação, o GAECO com o Denarc prenderam o gerente da facção Família do Norte. Com isso, ficou esse vácuo na facção e a vítima, que é natural de Manaus, passou a fazer esse trabalho para a facção e foi nesse contexto que a vítima contraiu”, informou Danúbio.
As apurações da GAECO na época, constataram que o entorpecente era enviado de Manaus para Teresina através de barco e ônibus e que, já em solo piauiense, a droga era distribuída para outros traficantes, principalmente na cidade de Teresina.
“Só que a dívida não era apenas de 30 mil aqui, mas há áudios, há conversas de traficantes cobrando a vítima por outros valores. Inclusive circulava em grupos de facções da Família do Norte e do Comando Vermelho fotos da vítima.Por conta disso, a vítima foi submetida a um interrogatório e um indivíduo que é membro da família do norte, lá no campo de futebol, autorizou e decretou a morte da vítima”, explicou o delegado Danúbio.
Jad Rubens foi morto em janeiro de 2025 após ser sequestrado junto com a namorada em um baile de reggae na zona Sul de Teresina. Segundo as investigações, Jad Rubens foi atraído para o local pelo autor do siapro e levado pelos membros da facção até um campo de futebol onde passou por um interrogatório de cerca de três horas.
Jad Rubens foir morto em janiero de 2025 após ser sequestrado em um baile de reggae. Foto: Reprodução “A vítima foi atraída pelo indivíduo que está preso, Raifran , até o reggae. Nesse reggae, a vítima foi abordada por um grupo de indivíduos, sequestrada e levada até um campo de futebol ali na Dagma Massa, nas proximidades do lixão. Lá a vítima e sua namorada foram interrogados, os dois, por cerca de mais ou menos três horas. Eles vasculharam o celular da vítima e o objetivo deles era cobrar essa dívida”, informou o delegado.
As investigações do DHPP apontaram ainda o envolvimento de Jorge Luis de Sousa da Silva, ex-namorado da influencer Letícia Ellen, mais conhecido como Jorginho. Conforme explicou o delegado Danúbio, após o assassinato, integrantes da facção colocaram o corpo da vítima no porta-malas de um carro preto e seguiram pela BR-316. Ao chegar no viaduto da Dagmar Mazza, o grupo parou o veículo para conversar com Jorginho, evidenciando sua participação.
Blogueria Letícia Ellen e suspeito de envolvimento do crime Jorge Luis de Sousa da Silva, conhecido como jorginho. Foto Colagem: Reprodução Segundo o delegado, Jorginho teve participação ativa na logística do crime. Ele aguardou os integrantes da facção no local do reggae, conversou com eles antes de seguirem para o viaduto onde o corpo foi desovado e ficou aguardando no local enquanto o grupo decidia o destino da namorada da vítima.
“E eles conversam com o Jorginho por cerca de 10 minutos e seguem para o viaduto para desovar o corpo. Em seguida o Jorginho vai até o reggae e aguarda eles retornarem. Ele fica lá por mais de uma hora aguardando os demais voltarem com a namorada da vítima. Porque a namorada da vítima estava no carro com o cadáver e foi levado até o Rodoanel, em seguida eles decidiram que não iriam matar a namorada da vítima e retornam com ela viva e o Jorginho trouxe a namorada da vítima até a casa da mãe da vítima aqui em São Pedro”, informou.
Ele já havia sido preso em abril por violência doméstica contra a blogueira. Na época, o delegado informou que Jorginho já era investigado pelo DHPP, mas ainda não havia provas suficientes para solicitar sua prisão. Atualmente, ele continua foragido e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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