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CGE investiga servidora após denúncia de assédio sem provas na Semarh

Após uma análise de documentos, depoimentos e das circunstâncias relatadas, a CGE concluiu que não há qualquer indício que comprove o suposto assédio moral.

Por Redação

13 de outubro de 2025 às 15:21 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • A Controladoria-Geral do Estado do Piauí (CGE-PI) iniciou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a auditora ambiental Assuena Alvarenga Gomes Pereira.
  • O processo foi aberto devido à denúncia infundada de assédio moral feita por ela contra gestores da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
  • Após análise, a CGE concluiu que não existem provas que sustentem a acusação.
  • O órgão decidiu investigar a conduta da denunciante para verificar má-fé ou tentativa de difamação.
  • A investigação deve durar até 60 dias e pode resultar em penalidades como advertência ou demissão.
  • A situação alerta para o uso inadequado de mecanismos de denúncia, potencialmente usados para perseguição.
  • A CGE reforça a importância da verdade e da proteção dos inocentes na administração pública.

CGE investiga servidora após denúncia de assédio sem provas na Semarh - Foto: Reprodução
CGE investiga servidora após denúncia de assédio sem provas na Semarh - Foto: Reprodução

O Diário Oficial do Estado publicou, no início deste mês, uma decisão que lança luz sobre os bastidores da administração pública e reacende o debate sobre responsabilidade e verdade no serviço público.

CGE investiga servidora após denúncia de assédio sem provas na Semarh - Foto: Reprodução

A Controladoria-Geral do Estado do Piauí (CGE-PI) decidiu instaurar, por iniciativa própria, um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Assuena Alvarenga Gomes Pereira, auditora ambiental concursada da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

O motivo da abertura do processo é grave: a denúncia de assédio moral feita pela servidora contra gestores da Semarh não se sustentou. Após uma análise minuciosa de documentos, depoimentos e das circunstâncias relatadas, a CGE concluiu que não há qualquer indício que comprove o suposto assédio moral.

Diante da ausência de provas, o órgão de controle interno não apenas arquivou a denúncia — foi além. Considerando a gravidade de uma acusação sem respaldo, decidiu instaurar uma nova apuração para investigar a conduta da denunciante, verificando se houve má-fé ou tentativa deliberada de difamar servidores públicos.

O processo administrativo, que deve ser concluído em até 60 dias, poderá resultar em penalidades que variam de advertência até demissão do cargo público, conforme o resultado das investigações.

Entre os citados na denúncia estava o secretário de Meio Ambiente, Feliphe Araújo. O caso da Semarh chama atenção por expor um problema silencioso, mas recorrente: o uso irresponsável dos mecanismos de denúncia. Instrumentos criados para proteger o servidor não podem ser transformados em ferramentas de perseguição ou revanchismo.

Ao agir de ofício, a CGE envia um recado firme — a integridade institucional também exige proteger a verdade e os inocentes. Em tempos de versões e disputas narrativas, o episódio reforça uma lição antiga, mas essencial: a verdade resiste ao tempo — e, no fim, sempre prevalece.