Por Redação
15 de setembro de 2025 às 13:07 ▪ Atualizado há 2 meses
A reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) marcada para ocorrer às 16h desta segunda-feira (15), foi cancelada após o principal investigado Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, comunicar por meio de sua defesa que não compareceria ao colegiado. O anúncio foi feito pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”. Foto: Linkedin/Reprodução Preso na última sexta-feira (12), pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Cambota, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Ele é apontado pela corporação como um elo de ligação entre as entidades que, supostamente, teriam realizado descontos fraudulentos de beneficiários do INSS para conseguir entrar ou obter vantagens dentro do órgão federal.
No sábado (13), Antônio Carlos Camilo foi beneficiado por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça que lhe permite não comparecer à reunião.
A decisão do magistrado da Corte engloba o empresário Maurício Camisotti, alvo da mesma operação da Polícia Federal e que tem depoimento agendado para a próxima quinta-feira (18). A CPMI ainda não foi informada se Maurício Camisotti comparecerá ao depoimento.
Em abril, a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto com objetivo de combater um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
O cálculo é que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. À época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.
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