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Advogados e ex-assessora investigados por criar dossiês falsos contra juízes são soltos em Teresina

Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e esclarecer o objetivo do suposto esquema de disseminação de informações falsas.

Por Redação

24 de outubro de 2025 às 20:35 ▪ Atualizado há 2 meses


Advogados e ex-assessora investigados por criar dossiês falsos contra juízes são soltos em Teresina - Foto: Reprodução
Advogados e ex-assessora investigados por criar dossiês falsos contra juízes são soltos em Teresina - Foto: Reprodução

Os advogados Juarez Chaves de Azevedo Júnior e Flávio Almeida Martins, além da ex-assessora do Governo do Piauí Lucile de Souza Moura, foram soltos na tarde desta sexta-feira (24) em Teresina. Os três haviam sido presos temporariamente durante a Operação Vice-Cônsul, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí.

Polícia Civil prende advogados e ex-assessora por dossiê falso contra magistrados do TJ-PI - Foto: ReproduçãoAdvogados e ex-assessora investigados por criar dossiês falsos contra juízes são soltos em Teresina - Foto: Reprodução 

O alvará de soltura foi expedido pelo delegado Tales Gomes, da Diretoria Especializada em Operações Policiais (DEOP), que considerou não haver mais necessidade de manter as prisões. “Deliberamos pela soltura dos investigados, por entendermos não ser mais imprescindível às investigações”, diz o documento encaminhado à Central de Inquéritos.

Os investigados respondem por suspeitas de coação no curso do processo, calúnia, denunciação caluniosa e associação criminosa. Segundo a Polícia Civil, eles teriam elaborado e disseminado dossiês com informações falsas para tentar pressionar juízes e desembargadores em processos relacionados a questões agrárias.

De acordo com o delegado Tales Gomes, o grupo teria encaminhado denúncias ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e posteriormente desistido delas, além de repassar os dossiês diretamente a magistrados e divulgar o conteúdo em grupos de WhatsApp como forma de intimidação.

Os três foram presos na quarta-feira (22). A defesa de Juarez Chaves afirmou que respeita a atuação da polícia e da Justiça, mas que não se manifestaria sobre o caso por estar sob segredo de Justiça.

Em nota, Lucile Moura, que foi exonerada da assessoria especial do Governo do Estado no início de outubro, reconheceu ter compartilhado o arquivo com denúncias contra membros do Judiciário, mas negou qualquer intenção de difamar ou coagir magistrados.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e esclarecer o objetivo do suposto esquema de disseminação de informações falsas.