Processo
O advogado Wildes Próspero, responsável pela defesa de Alandilson Cardoso Passos, namorado da vereadora Tatiana Medeiros, afirmou nesta terça-feira (25) que está satisfeito com a fase de produção de provas apresentada pela acusação durante a audiência que ocorre no Fórum de Teresina. Segundo ele, os depoimentos colhidos até o momento não sustentam a tese inicialmente apresentada pelo Ministério Público.
Advogado diz que acusação não comprovou ligação com facção - Foto: Lupa1 | Reprodução
Wildes explicou que Alandilson optou por não comparecer a todos os dias da audiência, que deve durar cinco dias, devido ao desgaste do deslocamento diário entre a unidade prisional e o fórum. O advogado destacou que o acusado tem o direito de estar presente, mas escolheu comparecer apenas no dia de seu interrogatório.
“É uma audiência longa. Ele tem o direito de participar, mas optou por estar presente apenas no dia do interrogatório. A prova que interessava à defesa era a produzida pela acusação, e ela foi toda colhida ontem, sem qualquer problema. A magistrada conduziu bem, o Ministério Público fez seu papel, e a defesa está absolutamente satisfeita com o que ouviu”, afirmou.
O interrogatório de Alandilson está marcado para sexta-feira (28), mas pode ser antecipado caso as oitivas das testemunhas de defesa sejam concluídas antes do prazo. De acordo com o advogado, muitas delas devem ser ouvidas de forma rápida.
Wildes também comentou sobre a discussão envolvendo o relatório do COAF (RIF), que já havia sido questionado na Justiça Eleitoral. Segundo ele, esse ponto foi rejeitado naquele âmbito, mas seguirá sendo debatido em instâncias superiores.
“A defesa encara esse processo como uma maratona, não como uma corrida de 100 metros. Toda a estratégia será apresentada nas alegações finais”, disse.
O advogado ainda afirmou que a denúncia inicial mencionava suposto financiamento da campanha da vereadora por uma organização criminosa conhecida como “Bonde dos 40”. No entanto, segundo ele, esse ponto não foi confirmado durante a produção de provas.
“O delegado da Polícia Federal foi categórico ao dizer que sequer investigou essa hipótese. Ontem, nada foi falado sobre Bonde dos 40. O que se discutiu foi apenas se houve reunião de pessoas com o propósito de eleger a vereadora usando captação ilícita de sufrágio”, concluiu.
A audiência segue ao longo da semana com oitiva de testemunhas e possível antecipação do interrogatório dos acusados.
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