COLUNA NO CENTRO DO PODER
Por Redação
29 de setembro de 2025 às 12:01 ▪ Atualizado há 2 meses
A semana no Congresso Nacional deve ser movimentada e voltada para os acordos entre os líderes partidários. A agenda prevê a votação do projeto da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil reais, o que vai servir de base para as negociações sobre o projeto da anistia, quem teve sua urgência aprovada pelos parlamentares.
Davi Alcolumbre e Hugo Motta - Foto: Lula Marques / Agência Brasil
A isenção do imposto de renda é o foco do governo, já que diz respeito a uma das principais promessas de campanha do presidente Lula. O chefe do executivo enfrenta, porém, as estratégias da oposição que planeja atrapalhar a aprovação do projeto caso não haja acordo em torno da anistia.
Uma das táticas dos deputados ligados ao ex-presidente, Jair Bolsonaro, para dificultar a análise do projeto é aumentar a isenção para quem ganha até R$ 10 mil (o que tornaria a medida inviável para os cofres da União) ou definir o início da compensação para 2027, o que tiraria de Lula o cumprimento da promessa de campanha dentro do mandato.
Vai caber ao relator, o deputado federal Arthur Lira (PP - AL), conduzir as conversas de forma a não prejudizar a votação do seu parecer. Porém, Lira tem jogo de cintura, sabe conversar e traz a experiência que ganhou como presidente da Câmara para fazer as melhores negociações e é nisso que o presidente Lula confia.
Aliado ao IR, o Congresso terá um outro desafio: alinhar o debate em torno do projeto da anistia. Mesmo com o otimismo do relator, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade - SP), que chegou a cogitar resolver todos os entraves em uma semana, a coisa não deve funcionar dessa forma.
A base do governo já se prepara para tentar barrar a emenda que prevê uma redução do pena aos envolvidos nas manifestações de 8 de Janeiro, entre eles, de Jair Bolsonaro. Segundo do líder do PT, Lindbergh Farias (PT - RJ), a bancada defende que o presidente da Câmara, Hugo Motta, nem coloque o texto na pauta de votações.
Além disso, os deputados ainda tem a preocupação de que o Senado reaja ao projeto da anistia da mesma forma que reagiu a PEC da Blindagem, enterrando o tema e desmoralizando as decisões da Câmara Federal.
Davi Alcolumbre, pesidente do Senado, não pretende baixar a guarda para possíveis pressões e Hugo Motta sabe disso.
Por isso, os acordos precisam ser muito bem "amarrados" e, tanto Paulinho quanto os deputados da oposição, terão que agir com a calma peculiar dos grandes estrategistas, cada vez mais extintos nas hostes do poder.
DIRETO DE BRASÍLIA
EM PRIMEIRA MÃO
COLUNA NO CENTRO DO PODER
COLUNA NO CENTRO DO PODER
NO CENTRO DO PODER
COLUNA NO CENTRO DO PODER