Saúde

OUTUBRO ROSA

Piauí realiza 57 mil mamografias e recebe 224 medicamentos para câncer de mama

Para ampliar as chances de diagnóstico precoce, o Ministério da Saúde passou a oferecer mamografia a mulheres a partir de 40 anos, mesmo sem sintomas ou histórico familiar da doença.

Por Redação

27 de outubro de 2025 às 09:12 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O Piauí realizou mais de 57 mil mamografias em 2023, visando o diagnóstico precoce do câncer de mama, principalmente para mulheres a partir dos 40 anos.
  • O estado recebeu 224 unidades do medicamento Trastuzumabe Entansina para casos avançados de câncer de mama HER2-positivo, agora incorporado ao SUS.
  • A rede estadual inclui 43 mamógrafos fixos e serviços itinerantes para alcançar mais mulheres.
  • A nova política do Ministério da Saúde inclui mamografias disponíveis para mulheres a partir dos 40 anos, sem necessidade de sintomas ou histórico familiar.
  • O Trastuzumabe Entansina pode reduzir a mortalidade em até 50% e será ofertado gratuitamente.
  • O investimento federal totaliza R$ 159,3 milhões, prevendo entregas até 2026.
  • O Ministério da Saúde destaca a importância do diagnóstico precoce e do acesso gratuito ao tratamento, com novos medicamentos disponíveis.

Teste de mamografia realizado na Campanha Outubro Rosa. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Teste de mamografia realizado na Campanha Outubro Rosa. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Piauí realizou neste ano mais de 57 mil mamografias ampliando significativamente o acesso ao diagnóstico precoce do câncer de mama, especialmente entre mulheres a partir dos 40 anos. Como parte das ações de reforço ao tratamento, o estado recebeu, na última quinta-feira (23), uma remessa com 224 unidades do medicamento Trastuzumabe Entansina, recém-incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para casos avançados da doença.

 Teste de mamografia realizado na Campanha Outubro Rosa. Foto: José Cruz/Agência BrasilTeste de mamografia realizado na Campanha Outubro Rosa. Foto: José Cruz/Agência Brasil   

A rede estadual conta com 43 mamógrafos fixos e o serviço itinerante dos Caminhões da Mamografia, que percorrem os municípios levando o exame a quem mais precisa. O foco principal tem sido nas mulheres entre 40 e 49 anos, faixa etária que passou a ser atendida sob demanda, conforme nova orientação do Ministério da Saúde.

Outra novidade é a chegada do Trastuzumabe Entansina, medicamento inédito incorporado ao SUS para o tratamento do câncer de mama do tipo HER2-positivo, uma forma agressiva da doença que estimula o crescimento das células tumorais. O remédio será destinado a pacientes que ainda apresentem sinais da doença após a quimioterapia inicial e atenderá 100% da demanda pelo medicamento na rede pública.

O Piauí recebeu 224 unidades que fazem parte de uma remessa nacional de 11.978 frascos, distribuída pelo Ministério da Saúde. O medicamento será disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), conforme os protocolos clínicos vigentes.

De acordo com o ministério, o tratamento pode reduzir em até 50% a mortalidade das pacientes com esse tipo de câncer. O investimento federal totaliza R$ 159,3 milhões, com previsão de quatro entregas até junho de 2026, beneficiando mais de mil pacientes ainda este ano.

Mobilização nacional

O Ministério da Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso gratuito ao tratamento pelo SUS. Para ampliar as chances de diagnóstico precoce, a pasta passou a oferecer mamografia a mulheres a partir de 40 anos, mesmo sem sintomas ou histórico familiar da doença. A mudança da faixa etária fortalece o rastreamento e o acesso à assistência. O exame é gratuito e pode ser agendado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o país.

“Estamos orientando que mulheres de 50 a 74 anos façam mamografia pelo menos a cada dois anos, com rastreamento ativo pelas equipes de saúde da família. E se uma mulher a partir dos 40 anos quiser fazer o exame, o profissional deve garantir o acesso. Além disso, atualizamos os medicamentos para tratamento, com os mais modernos disponíveis no SUS, aumentando a chance de sobrevida”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Fonte: Com informações do Ministério da Saúde