Política

Novo projeto sancionado

Lula sanciona ampliação de proteção na Lei Maria da Penha

Agressor agora pode ser afastado por risco à integridade moral ou patrimonial da mulher.

Da Redação

21 de maio de 2026 às 22:36

Ver resumo
  • A Lei 15.411, sancionada por Luiz Inácio Lula da Silva, amplia condições para o afastamento do agressor da mulher.
  • A lei atualiza a Lei Maria da Penha, incluindo riscos à integridade sexual, moral ou patrimonial.
  • O afastamento pode ser ordenado por um juiz ou delegado de polícia, ou por um policial na ausência do delegado.
  • Originada do Projeto de Lei 3.257/2019, a legislação busca preencher lacunas sobre violência contra a mulher.
  • Violências como vingança pornográfica e difusão de informações falsas são agora contempladas.
  • A inclusão de violência sexual como motivo de medida protetiva foi sugerida pela senadora Eliziane Gama.

Lula sanciona ampliação de proteção na Lei Maria da Penha

O agressor que colocar em risco a integridade sexual, moral ou patrimonial da mulher ou de seus dependentes será imediatamente afastado do lar. É o que estabelece a Lei 15.411, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (21).

A nova legislação amplia as situações na Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006) que permitem o afastamento do agressor. O artigo 12-C já incluía riscos à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher e dos dependentes. Agora, são contempladas todas as formas de violência previstas no artigo 7º da mesma lei.

O afastamento deve ser ordenado pelo juiz ou, em municípios sem sede de comarca, pelo delegado de polícia. Na ausência de um delegado no momento da denúncia, um policial pode determinar o afastamento.

A nova lei tem origem no Projeto de Lei 3.257/2019, apresentado pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e aprovado pelo Senado em abril de 2023. A proposta visa preencher lacunas na legislação ao incluir situações que podem causar graves danos à dignidade e bem-estar das vítimas.

“A vingança pornográfica virtual, a difusão de informações falsas e a vulgarização da vida privada são exemplos de violência intolerável contra a mulher não necessariamente abrangidos pelo risco físico”, justificou Daniella ao apresentar o projeto.

A inclusão da violência sexual entre as situações passíveis de medida protetiva foi sugerida pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Senado Notícias



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