Operaçao Vérnix
Da Redação
21 de maio de 2026 às 22:35
Bilhetes com ordens internas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), apreendidos em 2019 em um presídio de Presidente Venceslau, São Paulo, impulsionaram a investigação culminando na Operação Vérnix. A operação, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil, levou à prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam Deolane, mas iniciaram as investigações que revelaram seu envolvimento na lavagem de dinheiro. Os valores provinham de uma transportadora criada pelo PCC. O dinheiro era então repassado para outros destinos para dificultar o rastreamento, com duas contas em nome de Deolane.
A operação também teve como alvos Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, e outros membros da família Camacho, envolvidos em esquemas de lavagem de dinheiro e atualmente em diferentes países.
A Polícia Federal e o MP estão atuando internacionalmente em cooperação com a Interpol, emitindo seis mandados de prisão preventiva e bloqueando mais de R$ 327 milhões em bens e contas.
O promotor Lincoln Gakiya destacou a importância das investigações que ligaram o crime organizado a uma transportadora e ao prolongamento dos crimes mesmo com chefes como Marcola presos. Os desdobramentos da operação apontam para ligações de Deolane com outras atividades ilegais.
Segundo o procurador-geral de Justiça Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, as investigações indicaram que Deolane pode atuar como caixa do crime organizado, utilizando sua influência pública para misturar dinheiros de diversas origens.
Costa enfatizou que a prisão de uma influenciadora tão popular serve de exemplo e prevenção ao envolvimento com o crime organizado.
Fonte: Agência Brasil
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