Política

Produção nacional de medicamento

Fiocruz vai produzir medicamento contra esclerose para o SUS

Iniciativa pode reduzir custos e ampliar acesso ao Mavenclad para pacientes com esclerose múltipla.

Da Redação

21 de maio de 2026 às 22:37

Ver resumo
  • A Fiocruz produzirá no Brasil o medicamento cladribina oral para esclerose múltipla.
  • A produção nacional visa reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento pelo SUS.
  • O medicamento, conhecido como Mavenclad, foi incorporado ao SUS em 2023.
  • Ele é destinado a pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa.
  • O tratamento custa cerca de R$ 140 mil por paciente em cinco anos.
  • A esclerose múltipla afeta o cérebro e a medula espinhal e pode causar cegueira e paralisia.
  • Cladribina é um tratamento oral de curta duração e eficácia prolongada.
  • Estima-se que 81% dos pacientes podem andar sem apoio após dois anos de tratamento.
  • A produção resulta de uma parceria entre Farmanguinhos, Merck e Nortec.
  • Silvia Santos destacou que este é o primeiro medicamento para esclerose múltipla do instituto.
  • Mario Moreira enfatizou a importância de parcerias para a sustentabilidade do SUS.

Fiocruz vai produzir medicamento contra esclerose para o SUS

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) passará a produzir no Brasil o medicamento de alto custo cladribina oral, já distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com esclerose múltipla. Espera-se que a produção local diminua os custos e amplie o acesso ao tratamento.

Conhecido comercialmente como Mavenclad, o remédio foi incorporado ao SUS em 2023 para tratar pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) altamente ativa, que têm surtos frequentes ou progressão rápida da doença, mesmo com terapia de base.

Atualmente, o tratamento custa quase R$ 140 mil por paciente em cinco anos. Estima-se que cerca de 3,2 mil pessoas no Brasil tenham a forma de alta atividade da doença, enquanto mais de 30 mil convivem com a forma remitente-recorrente.

A esclerose múltipla é uma doença crônica degenerativa que afeta o cérebro e a medula espinhal. Pode evoluir de forma variada, causando severas consequências como cegueira, paralisia e perda de funções cognitivas.

A cladribina é o primeiro tratamento oral de curta duração com eficácia prolongada para controlar a EMRR, motivo pelo qual foi incluída na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. Estudos recentes apresentados no Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Investigação em Esclerose Múltipla (ECTRIMS) indicam que o remédio reduz lesão neuronal em dois anos, com 81% dos pacientes conseguindo andar sem apoio.

A produção nacional resultará de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz, a farmacêutica Merck e a indústria Nortec.

Silvia Santos, diretora de Farmanguinhos, destacou que este será o primeiro medicamento para esclerose múltipla produzido pelo instituto. A parceria reforça o compromisso da Fiocruz com o SUS e acesso a tratamentos inovadores.

Mario Moreira, presidente da Fiocruz, ressaltou o valor estratégico de tais parcerias para o Complexo Econômico e Industrial da Saúde, visando a sustentabilidade dos programas do SUS. A Fundação também tem outros acordos com a Merck, relacionados à produção de betainterferona 1a e um tratamento para esquistossomose em crianças.

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Fonte: Agência Brasil



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