Operação Macondo
Por Redação
19 de novembro de 2025 às 11:28 ▪ Atualizado há 2 meses
Uma semana após a Operação Macondo, a Justiça decretou a prisão preventiva de 14 colombianos e um venezuelano suspeitos de envolvimento em esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro no Piauí. A ação da SSP-PI, realizada em 11 de novembro, também resultou no bloqueio de R$ 5 milhões das contas dos investigados.
Justiça determina prisão preventiva de 15 estrangeiros suspeitos de agiotagem no Piauí. Foto: Divulgação/SSP-PI O grupo atraía vítimas com cartazes espalhados principalmente no Centro de Teresina, oferecendo crédito fácil. Segundo a SSP, o dinheiro era liberado imediatamente, sem contrato, mas com juros abusivos que ultrapassavam 30% ao mês.
A atuação dos suspeitos também foi registrada em shoppings populares e áreas comerciais de Parnaíba, Oeiras, Barras, Picos e Água Branca. Os empréstimos partiam de R$ 200 e eram cobrados diariamente, em valores fragmentados. Em um dos cartões apreendidos, a maior quantia identificada foi de R$ 1,5 mil.
Imagens da Operação Macondo. Foto: Divulgação/SSP-PI A polícia aponta que o grupo praticava ameaças, perseguições, intimidação psicológica e destruição de mercadorias. Há relatos de desaparecimentos e até suicídios relacionados à pressão imposta pelos agiotas.
A investigação atribui a cinco dos presos a responsabilidade pelo suicídio de um empresário em Teresina, que não conseguiu arcar com as exigências impostas pelo grupo.
Imagens da Operação Macondo. Foto: Divulgação/SSP-PI A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí (SSP-PI), deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Macondo com o objetivo de cumprir medidas judiciais contra indivíduos investigados por integrarem um esquema organizado de concessão irregular de crédito (agiotagem), associado a lavagem de dinheiro e outros crimes.
A operação foi realizada simultaneamente nas cidades de Teresina, Parnaíba, Oeiras, Barras, Picos e Água Branca, resultando no cumprimento de 15 mandados de prisão, 18 mandados de busca e apreensão e no bloqueio judicial de R$ 5 milhões em contas vinculadas aos investigados, conforme determinação do Poder Judiciário.
A ação foi coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) e contou com apoio operacional da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).