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Delegado da PF detalha operações que investigam fraudes milionárias na saúde

Delegado explicou que a investigação segue em andamento e que a prioridade inicial foi focar nas empresas envolvidas.

Por Redação , Redação

30 de setembro de 2025 às 10:53 ▪ Atualizado há 2 meses


Delegado da PF detalha operações que investigam fraudes milionárias na saúde - Fotos: Lupa1 | PF
Delegado da PF detalha operações que investigam fraudes milionárias na saúde - Fotos: Lupa1 | PF

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), deflagrou nesta terça-feira (30) as operações OMNI e Difusão para desarticular esquemas criminosos envolvendo contratos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina.

Delegado da PF detalha operações que investigam fraudes milionárias na saúde - Fotos: Lupa1 | PF

De acordo com a investigação, há indícios de superfaturamento, lavagem de dinheiro e direcionamento em contratos milionários, que somam prejuízos estimados em dezenas de milhões de reais.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, ordens de afastamento de servidores e até prisões temporárias — medidas consideradas incomuns em casos de corrupção.

 PF desmantela esquema milionário na saúde do Piauí: contratos superfaturados - Foto: DivulgaçãoPF desmantela esquema milionário na saúde do Piauí: contratos superfaturados - Foto: Divulgação   

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (30), o delegado Murilo Matos da Polícia Federal deu detalhes das investigações.

“As investigações aconteceram do ano passado até este ano. Foram duas operações, uma com foco na Sesapi e outra envolvendo também a Fundação Municipal de Saúde. Elas foram deflagradas ao mesmo tempo por questões de logística e pela possibilidade de vínculo entre as empresas investigadas. Na operação OMNI, tivemos bloqueio patrimonial de cerca de R$ 66 milhões”, explicou o delegado.

O delegado explicou que ordens de afastamento e até mandados de prisão foram cumpridos durante as operações.

“Já na Difusão, com apoio da CGU, chegamos a uma estimativa de aproximadamente R$ 900 mil de prejuízo contratual. Além disso, conseguimos ordens de afastamento e até prisão, o que não é comum nesses casos, mas que foi autorizado pela Justiça Federal diante da gravidade dos fatos”, contou o delegado.

O delegado explicou ainda que a investigação segue em andamento e que a prioridade inicial foi focar nas empresas envolvidas, mas novas apurações poderão identificar a participação de servidores públicos.

“Não podemos divulgar nomes de empresas ou contratos neste momento, porque a investigação continua. Inicialmente, priorizamos os empresários, já que em processos como esse podem estar envolvidos centenas de servidores. A estratégia agora é analisar documentos e celulares apreendidos para identificar outros possíveis envolvidos”, acrescentou.

Segundo a CGU, os valores apurados até agora podem ser apenas uma parte do prejuízo real, já que foram encontradas falhas graves no cumprimento da publicidade dos contratos, o que pode elevar o montante final.

As operações representam um dos maiores esforços recentes de combate à corrupção na saúde pública do Piauí, envolvendo diferentes órgãos de fiscalização e controle.