Municípios

Uso indevido

MP apura uso indevido de poço público por vereador em São Miguel do Fidalgo

Além do vereador, o poço também estaria sendo usado indevidamente por um sobrinho do prefeito da cidade

Por Redação

23 de setembro de 2025 às 20:08 ▪ Atualizado há 2 meses

Ver resumo
  • O MPPI iniciou um inquérito para investigar o uso de um poço público em São Miguel do Fidalgo.
  • A investigação envolve o vereador Danilo Rodrigues e Duilo, sobrinho do prefeito.
  • Há indícios de irregularidades na utilização do poço, supostamente pertencente ao DNOCS.
  • A promotoria solicitou uma vistoria técnica para verificar o acesso da comunidade ao poço.
  • Foi requisitada a confirmação de que a população recebe água de outro poço municipal em funcionamento.
  • O inquérito busca transparência na gestão do abastecimento de água na zona rural.
  • O DNOCS tem 15 dias para apresentar um relatório da vistoria.
  • Danilo Rodrigues não respondeu às mensagens e o sobrinho do prefeito não foi encontrado.

Danilo Rodrigues, vereador de São Miguel do Fidalgo
Danilo Rodrigues, vereador de São Miguel do Fidalgo

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) converteu a Notícia de Fato nº 132/2025 em Procedimento Preparatório de Inquérito Civil nº 60/2025 para investigar a utilização de um poço público situado na localidade Comprida, zona rural de São Miguel do Fidalgo. A apuração envolve o vereador Danilo Rodrigues e Duilo, sobrinho do prefeito do município.

 Danilo Rodrigues, vereador de São Miguel do FidalgoDanilo Rodrigues, vereador de São Miguel do Fidalgo   

A portaria, assinada pela promotora de Justiça Emmanuelle Martins Neiva Dantas Rodrigues Belo, aponta indícios de irregularidades na forma de uso do poço, supostamente de titularidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). A Prefeitura informou que o bem seria do Estado, o que levou a promotoria a requisitar vistoria técnica ao órgão federal para verificar eventuais impedimentos de acesso da comunidade ao recurso hídrico.

O documento também determina nova notificação a um dos manifestantes do caso para confirmar se a população da localidade está sendo atendida regularmente por outro poço municipal em funcionamento. A promotoria reforça que a investigação busca assegurar a transparência na gestão do abastecimento de água, considerado essencial para a zona rural do município.

Cópias da instauração do inquérito foram encaminhadas ao Conselho Superior do Ministério Público e ao Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA). O DNOCS terá 15 dias úteis para apresentar relatório da vistoria.

Outro lado

Procurado pelo Lupa1, o vereador Danilo Rodrigues não respondeu as mensagens,  apesar da confirmação de recebimento. O sobrinho do prefeito não foi encontrado para comentar o caso.