JUSTIÇA
Nesta sexta-feira (28) ocorre o quinto e último dia da audiência de instrução e julgamento do caso que apura suspeitas de corrupção eleitoral e organização criminosa envolvendo a vereadora Tatiana Medeiros (PSB). O interrogatório de Alandilson Cardoso, namorado da parlamentar, encerra a semana de oitivas.
Depoimento de Alandilson marca último dia de audiência do caso Tatiana Medeiros. Foto: TV Lupa1 A rodada de oitivas começou na segunda-feira (24) e deve ser concluída hoje. Na quinta (27), prestaram depoimento a mãe da vereadora, Maria Odélia Medeiros, o padrasto dela, Stênio Ferreira, e outras dez testemunhas, quatro delas foram dispensadas pelo juízo.
Em entrevista à imprensa na terça-feira (25), segundo dia da audiência, o advogado Wildes Próspero, responsável pela defesa de Alandilson Cardoso Passos, explicou que o cliente optou por não comparecer a todos os dias do julgamento, que deve durar cinco dias, devido ao desgaste do deslocamento diário entre a unidade prisional e o fórum. O defensor ressaltou que Alandilson tem direito de estar presente em todas as sessões, mas decidiu participar apenas do dia de seu interrogatório.
“É uma audiência longa. Ele tem o direito de participar, mas optou por estar presente apenas no dia do interrogatório. A prova que interessava à defesa era a produzida pela acusação, e ela foi toda colhida ontem, sem qualquer problema. A magistrada conduziu bem, o Ministério Público fez seu papel, e a defesa está absolutamente satisfeita com o que ouviu”, afirmou.
Advogado Wildes Próspero, responsável pela defesa de Alandilson Cardoso Passos. Foto: TV Lupa1 Tatiana foi presa no dia 3 de abril de 2025, durante a Operação Escudo Eleitoral, deflagrada pela Polícia Federal. Ela teve a prisão convertida em domiciliar em junho, após apresentar problemas de saúde. Já Alandilson está custodiado no sistema prisional do Piauí, cumprindo RDD após ter sido flagrado se comunicando com a vereadora por meio de telefone celular enquanto ambos estavam presos.
Vereadora Tatiana Medeiros (PSB) e Alandilson Cardoso Passos - Foto: Reprodução O casal é acusado de usar a ONG “Instituto Vamos Juntos”, presidida pela mãe da vereadora, como fachada para a compra de votos, distribuição de cestas básicas e promessas de emprego, em troca de apoio eleitoral. A entidade registrou aumento de mais de 1.180% na movimentação financeira em 2024.
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