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Cinco piauienses são resgatados de trabalho escravo em pedreira no interior do estado

Ao todo, 20 trabalhadores foram encontrados vivendo em alojamentos precários, sem acesso a água potável, banheiros adequados e condições mínimas de segurança e higiene.

Por Redação

08 de novembro de 2025 às 11:20 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • Cinco trabalhadores piauienses foram resgatados em uma pedreira em Caldeirão Grande do Piauí, em situação análoga à escravidão.
  • A operação teve a participação da Polícia Federal, do Ministério do Trabalho e Emprego e da Defensoria Pública da União.
  • Foram encontrados 20 trabalhadores em condições precárias, sem acesso a água potável, instalações sanitárias adequadas e segurança.
  • Irregularidades incluíam a falta de registro em carteira e ausência de equipamentos de proteção.
  • Este é o primeiro resgate de trabalhadores no Piauí em 2023, mas houve resgates em outros estados.
  • Denúncias anônimas podem ser feitas pelo site do Ministério Público do Trabalho ou por WhatsApp.
  • A importância da conscientização e denúncia por parte da sociedade é destacada pelo procurador do trabalho.

Cinco piauienses são resgatados de trabalho escravo em pedreira no interior do estado - Foto: Divulgação
Cinco piauienses são resgatados de trabalho escravo em pedreira no interior do estado - Foto: Divulgação

Cinco trabalhadores piauienses foram resgatados em situação análoga à de escravidão em uma pedreira localizada no município de Caldeirão Grande do Piauí. O resgate foi feito com atuação integrada entre a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego e a Defensoria Pública da União.

Cinco piauienses são resgatados de trabalho escravo em pedreira no interior do estado - Foto: Divulgação

A operação fez parte de uma força-tarefa realizada também nos municípios de Juazeiro do Norte (CE), Araripina (PE), Exu (PE) e Parnamirim (PE). Ao todo, 20 trabalhadores foram encontrados vivendo em alojamentos precários, sem acesso a água potável, banheiros adequados e condições mínimas de segurança e higiene.

Entre as irregularidades constatadas estavam a ausência de registro em carteira de trabalho, a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e o descumprimento de normas trabalhistas essenciais. 

“No local, as equipes encontraram condições de trabalho que violam a dignidade humana e os direitos fundamentais desses trabalhadores. O trabalho escravo contemporâneo ainda é uma realidade que precisamos enfrentar com rigor e de forma permanente”, destacou o procurador do Trabalho Edno Moura, coordenador regional de combate ao trabalho escravo do Ministério Público do Trabalho no Piauí.

Esse foi o primeiro caso de resgate de trabalhadores piauienses resgatados esse ano no Piauí. No entanto, outros trabalhadores piauienses foram resgatados em outros estados. 

Cinco piauienses são resgatados de trabalho escravo em pedreira no interior do estado - Foto: Divulgação

Entre eles, três na atividade de construção civil em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará, quatro trabalhadores no município de Magalhães de Almeida, no Maranhão, atuando na extração da palha de carnaúba, outros 30 na zona rural do município de Gentio do Ouro, na Bahia, também na atividade de carnaúba, além do grupo que foi resgatado em Porto Alegre do Norte, no interior do Mato Grosso, em um canteiro de obras de uma usina de etanol.

O procurador reforçou que qualquer pessoa pode denunciar casos de trabalho escravo de forma anônima e segura por meio do site www.prt22.mpt.mp.br/servicos/denuncias, pelo whatsapp (86) 99544 7488 ou ainda de forma presencial nas unidades do MPT em Teresina, Picos e Bom Jesus. 

“É fundamental que a sociedade esteja atenta e denuncie situações de exploração. O combate a esse tipo de crime depende da atuação conjunta das instituições e da conscientização da população”, finalizou o procurador.