Prejuízo bilionário
Por Redação
24 de novembro de 2025 às 09:10 ▪ Atualizado há 2 meses
O Grupo Mateus, um dos maiores grupos varejistas do país, enfrenta a maior crise desde que abriu capital ao reconhecer uma distorção contábil que superavaliou em cerca de R$ 1,1 bilhão o valor de seus estoques. A correção desmonta os resultados apresentados ao mercado e expõe fragilidades nos controles internos da companhia, que agora tenta recuperar credibilidade em meio à forte reação negativa de investidores.
Grupo de Ilson Mateus enfrenta sua maior crisde desde a abartuta do capital A empresa informou que o erro ocorreu no cálculo do custo médio das mercadorias, método usado para atualizar o valor dos estoques e determinar o custo das vendas. A distorção se acumulou ao longo de diferentes períodos e afetou diretamente o patrimônio líquido e os indicadores de desempenho divulgados. Com a revisão, os demonstrativos de 2024 precisaram ser reprocessados, revelando um cenário menos favorável do que o apresentado anteriormente.
O mercado reagiu de forma imediata. As ações da companhia registraram queda acentuada nos dias seguintes ao comunicado, refletindo a perda de confiança dos investidores e a preocupação com a governança corporativa. O episódio levanta dúvidas sobre a qualidade das auditorias, a eficiência da supervisão interna e a capacidade da gestão em lidar com a complexidade de uma operação que cresceu em alta velocidade nos últimos anos.
A revisão contábil atinge diretamente a relação da empresa com fornecedores, instituições financeiras e parceiros comerciais. Uma correção dessa magnitude pressiona a capacidade de negociação, afeta o fluxo de caixa e amplia o risco operacional em um setor marcado por margens apertadas e forte competição regional. Em estados do Norte e Nordeste, onde o Grupo Mateus concentra suas operações, qualquer sinal de instabilidade repercute de maneira imediata no ambiente de negócios.
Prejuízo de R$ 1,1 bilhão expõe falhas graves no Grupo Mateus O erro também chamou a atenção dos órgãos reguladores. A Comissão de Valores Mobiliários acompanha a situação para avaliar eventuais responsabilidades e verificar se houve falhas estruturais nos processos de reporte financeiro. Dependendo da apuração, medidas administrativas podem ser tomadas para assegurar transparência e responsabilizar gestores ou áreas envolvidas.
O desafio agora será restabelecer a confiança do mercado. A correção do balanço é apenas o primeiro passo. A empresa precisará reforçar seus sistemas de controle, revisar procedimentos internos e demonstrar que entende a gravidade do episódio. Sem respostas consistentes, a crise contábil tende a se prolongar, ampliando os danos à imagem e ao desempenho operacional.
O cenário ainda está em evolução. O mercado aguarda os próximos demonstrativos financeiros para medir a extensão real do impacto e verificar se a revisão ficará restrita aos números já apresentados ou se revelará novas inconsistências. Enquanto isso, o prejuízo bilionário marca um dos capítulos mais delicados da história recente do Grupo Mateus.
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