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Pronunciamento

Jornalista de Parnaíba se pronuncia sobre compra de empresa milionária

Antônio Carlos Mesquita reconhece a compra da empresa, refuta ser freelancer e diz ter juntado dinheiro ao longo da vida.

Por Redação

13 de novembro de 2025 às 21:43 ▪ Atualizado há 2 meses


Jornalista de Parnaíba se pronuncia sobre compra de empresa milionária - Foto: Reprodução
Jornalista de Parnaíba se pronuncia sobre compra de empresa milionária - Foto: Reprodução

Em resposta a reportagem exclusiva do Lupa1 onde mostramos que uma empresa de capital social no valor de 600 mil reais foi vendida ao jornalista Antônio Carlos Mesquita, o mesmo respondeu sobre o tema usando redes sociais e a divulgação em grupos de WhatsApp , através  de membros da atual gestão municipal. Mesquita, conhecido também como “Sombra” contestou ser freelancer, afirmando ser funcionário do Grupo Meio Norte e que tem diversas outras atividades profissionais, em paralelo.

 Jornalista de Parnaíba se pronuncia sobre compra de empresa milionária - Foto: ReproduçãoJornalista de Parnaíba se pronuncia sobre compra de empresa milionária - Foto: Reprodução   

No mesmo texto deixou claro que juntou recursos para efetuar a compra da empresa que, por sua vez, tem um contrato milionário com a prefeitura de Parnaíba.

Eis o texto publicado pelo jornalista:

"A título de informação, para os amigos sobre a publicação do lupa1. Tenho mais de 15 anos de televisão, na maior do nordeste, com bom salário, sou programador, radialista, e faço assessorias de comunicação, não sou uma pessoa de vícios e nem farras, vivo em prol da minha família de forma simples e controlada financeiramente. Tenho o mesmo carro há 15 anos. Fiz reservas financeiras e aproveitei a oportunidade de investir em algo que estava ao meu alcance.
Dizer que sou freelancer e que não tenho emprego fixo, mostra o nível do desespero em querer encontrar cabelo em casca de ovo”’.

 Pronunciamento - Foto: ReproduçãoPronunciamento - Foto: Reprodução   

Confira a reportagem que desencadeou toda a polêmica:

Uma sequência de documentos públicos revela movimentações suspeitas envolvendo contratos entre a Secretaria Municipal de Saúde de Parnaíba e uma empresa que mudou de titularidade de forma repentina, levantando sérias dúvidas sobre a origem dos recursos e a real propriedade do negócio.

 Negociação sombria: repórter freelancer “compra” empresa milionária contratada pela Prefeitura de Parnaíba - Foto: ReproduçãoNegociação sombria: repórter freelancer “compra” empresa milionária contratada pela Prefeitura de Parnaíba - Foto: Reprodução   

A empresa Singular Serviços em Saúde Ltda passou, de um dia para o outro, a ser representada por Antônio Carlos Mesquita da Silva, conhecido popularmente na cidade como “Sombra” ou “Mesquita”, que é repórter freelancer e correspondente informal da TV Meio Norte em Parnaíba e região litorânea.

O nome de Mesquita aparece no Termo de Apostilamento nº 01 ao Contrato nº 192/2025, publicado pela Prefeitura em 22 de outubro de 2025, substituindo José Nilson Porto Fernandes Júnior como responsável legal da empresa.

A transação, contudo, não tem coerência financeira nem lógica comercial. Mesquita não possui emprego fixo, atua apenas como freelancer de mídia local, não tem patrimônio declarado e não apresenta condições econômicas compatíveis com a compra de uma empresa com capital social de R$ 600 mil.

Diante disso, surgem perguntas inevitáveis:

Como foi feita essa compra? 

De onde veio o dinheiro? 

Há registro de pagamento bancário?

Ou trata-se de uma transferência de fachada, feita apenas para encobrir outros interesses?

O caso se torna ainda mais intrigante porque o antigo proprietário, Nilson Porto, venceu agora em outubro uma licitação para fornecimento de próteses dentárias à própria Prefeitura de Parnaíba, totalizando R$ 1.074.000,00 (um milhão e setenta e quatro mil reais), conforme registros do Mural de Licitações do TCE-PI.

Nilson Porto foi declarado vencedor com dois itens de prótese parcial mandibular removível, totalizando 6.000 unidades ao valor unitário de R$ 179,00, firmando contrato milionário na área odontológica.

Enquanto isso, a Singular Serviços em Saúde LTDA, já sob o comando formal do repórter Mesquita, continua firmando aditivos contratuais com a Secretaria de Saúde. O Termo Aditivo nº 03/2025, assinado em 24 de outubro de 2025, prorrogou o contrato por mais 60 dias, com valor de R$ 299.741,34.

A empresa está sediada em um imóvel, na Avenida Senador Furtado, nº 293, bairro Nova Parnaíba.

Além do aspecto econômico, o caso traz um componente político relevante.

Fontes locais afirmam que Antônio Mesquita, o “Sombra”, é homem de confiança do grupo político que comanda Parnaíba, sendo figura central nas estratégias de marketing e comunicação do prefeito Francisco Emanuel. 

Segundo relatos, ele é um dos que orientam o prefeito em como se portar, o que dizer e quando se pronunciar publicamente, e o acompanha em todas as entrevistas. 

Ainda conforme comentários amplamente disseminados na cidade, “Sombra” seria um dos  articuladores  por trás das ações de bastidores, ataques a críticos e autoridades, com o objetivo de intimidar e silenciar opositores,  donos de emissoras (há registros de prints do mesmo pedindo a emissoras para não conceder entrevistas a vereadores da oposição), tentando manter o controle da narrativa política local. 

Fontes afirmam também que ele é a figura que acertaria valores para pagamentos extras oficiais a veículos e jornalistas  para divulgar ações e criticar quem se opõe.

Esses elementos reforçam a necessidade de investigação por parte dos órgãos de controle e fiscalização, pois há fortes indícios de uso de “laranjas”, favorecimento em contratos públicos e possível ligação entre poder político, comunicação e negócios milionários na saúde pública.

O caso será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPE-PI), Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) e Controladoria-Geral da União (CGU) para apuração de:

Simulação de transferência empresarial com ocultação de verdadeiros beneficiários;

Favorecimento contratual e direcionamento político;

Possível lavagem de dinheiro ou uso indevido de verbas públicas;

Conflito de interesses entre comunicação, política e contratos administrativos.