CULTURA
Por Redação
07 de novembro de 2025 às 10:45 ▪ Atualizado há 2 meses
O longa-metragem documental “As 7 Marias”, dirigido por Rivanildo Feitosa, será lançado no dia 20 de novembro, na Vila Poty, no bairro Poty Velho, em Teresina. No dia seguinte (21), haverá uma segunda exibição no Museu da Imagem e do Som (MIS), no Centro da capital. Primeiro longa do cineasta, a obra propõe uma ressignificação da lenda do Cabeça de Cuia, narrativa popular que atravessa gerações no Piauí.
Filme piauiense “As 7 Marias” ressignifica a lenda do Cabeça de Cuia e aborda violência contra a mulher. Foto: Divulgação Segundo a tradição, o pescador Crispim, após matar a mãe, é condenado a viver como um monstro das águas, podendo retomar a forma humana apenas ao devorar sete Marias virgens. No documentário, Feitosa revisita a história a partir do olhar de moradores, pescadores, artesãos e estudiosos que vivem ou trabalham às margens dos rios Poty e Parnaíba.
“As 7 Marias” traz diferentes interpretações da lenda, transmitidas pela oralidade e pelas vivências de quem mantém viva a memória popular. A narrativa utiliza elementos culturais regionais, como o repente, o cordel, o artesanato e a dança, para provocar reflexões sobre a violência doméstica e o feminicídio, temas centrais da produção.
Filme piauiense “As 7 Marias” ressignifica a lenda do Cabeça de Cuia e aborda violência contra a mulher. Foto: Divulgação O filme surge em um contexto preocupante: segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), entre 2015 e 2025 foram registrados 301 casos de feminicídio no estado, um aumento de 20% nos últimos dois anos, colocando o Piauí entre os estados com maior crescimento do Nordeste. A obra também marca os 10 anos da Lei do Feminicídio no Brasil, comemorados em 2025.
Filme piauiense “As 7 Marias” ressignifica a lenda do Cabeça de Cuia e aborda violência contra a mulher. Foto: Divulgação A presença do Cabeça de Cuia no imaginário coletivo segue forte, representada inclusive na escultura monumental de nove metros localizada no encontro dos rios Poty e Parnaíba. O documentário parte dessa figura mítica para discutir como a cultura popular pode servir de instrumento de crítica e conscientização social.
A obra é escrita e dirigida por Rivanildo Feitosa, com consultoria de Ana Abreu. A fotografia é de Dalson Carvalho, montagem de Márcio Biggly, trilha sonora original de Lívio Nascimento e músicas de Teófilo Lima e Patrícia Mellodi. A produção executiva é assinada por Bárbara Damasceno, com assistência de direção de Leandro Milu.
O projeto conta com patrocínio da PNAB 2024, por meio de edital do Governo Federal e Ministério da Cultura, em parceria com a Prefeitura de Teresina e a Fundação Monsenhor Chaves, além de apoio do Banco do Nordeste e da Elite Eventos. As sessões contarão com a presença de personagens e especialistas em lendas e violência doméstica, que participam do filme.
(Novas datas serão divulgadas em breve.)
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