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Expectativa de vida no Piauí chega a 77 anos e supera índice nacional, aponta IBGE

Mulheres piauienses chegam a 80,8 anos de expectativa de vida e seguem vivendo mais de sete anos a mais que os homens.

Por Redação

28 de novembro de 2025 às 20:16 ▪ Atualizado há 2 meses


Expectativa de vida no Piauí chega a 77 anos e supera índice nacional, aponta IBGE - Foto: Agência Brasil
Expectativa de vida no Piauí chega a 77 anos e supera índice nacional, aponta IBGE - Foto: Agência Brasil

A nova projeção de expectativa de vida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28) coloca o Piauí em posição de destaque no cenário nacional. Em 2024, um piauiense nascido hoje deve viver, em média, 77 anos, um avanço equivalente a 2 meses e 12 dias em relação ao último levantamento. O resultado confirma a tendência de melhora dos indicadores após o impacto da pandemia.

 Expectativa de vida no Piauí chega a 77 anos e supera índice nacional, aponta IBGE - Foto: Agência BrasilExpectativa de vida no Piauí chega a 77 anos e supera índice nacional, aponta IBGE - Foto: Agência Brasil 

Com esse desempenho, o estado mantém uma das maiores esperanças de vida do Nordeste e aparece entre os dez melhores índices do país, ultrapassando inclusive a média brasileira, que foi de 76,6 anos.

O avanço registrado em 2024 se torna ainda mais expressivo quando comparado ao período crítico da Covid-19. Entre 2020 e 2021, a expectativa de vida no Piauí sofreu retrações históricas, caindo para 75,3 anos e, posteriormente, para 74,1 anos, sendo o menor índice em mais de uma década.

 Dados IBGE - Foto: Reprodução IBGEDados IBGE - Foto: Reprodução IBGE   

A recuperação começou a partir de 2022 e se consolidou nos anos seguintes, superando o patamar pré-pandemia e retomando a trajetória de crescimento observada desde o início da década passada. Comparado a 2010, o Piauí acumula um ganho de 1 ano, 8 meses e 12 dias na longevidade média de sua população.

Mulheres vivem mais que os homens

Um recorte fundamental do levantamento mostra que a desigualdade entre homens e mulheres permanece expressiva no estado.

  • Os homens alcançaram expectativa de 73,3 anos, registrando um avanço de 3 meses e 18 dias em relação a 2023.

  • As mulheres, por sua vez, saltaram para 80,8 anos, aumentando 2 meses e 12 dias em comparação ao ano anterior.

A diferença entre os dois grupos chega a 7 anos e 6 meses, reforçando uma tendência nacional: elas acessam mais serviços preventivos, se expõem menos a causas externas e têm maior adesão ao acompanhamento de saúde.