DESCRIMINAÇÃO
Por Redação
03 de outubro de 2025 às 16:50 ▪ Atualizado há 2 meses
Nesta quinta-feira (02), um cliente denunciou nas redes sociais o proprietário de uma loja de aluguel de roupas e acessórios, localizada na Rua Pedro Guimarães Mariz, no bairro Parque Ideal, zona Sudeste de Teresina, após receber áudios com ofensas homofóbicas do empresário.
Segundo o cliente, identificado como Lucas Alves, ele e o namorado buscaram o serviço após recomendação de colegas. Após registrar uma avaliação em que elogiava o produto, mas criticava o atendimento, Lucas afirma ter recebido ligações do dono, cobrando explicações e exigindo que o comentário fosse apagado.
Avaliação do cliente. Foto: Reprodução/google "Essa foi a avaliação que eu fiz. Disse que o produto era bom, mas o atendimento era ruim, apenas. Na terça-feira, ele me ligou à tarde por dois minutos, me questionando, me questionando se era eu, se eu era Lucas Alves, eu que tinha comentado. E aí ficou me coagindo muito, coagindo muito, e eu só desliguei dizendo que estava em atendimento", relatou o cliente.
Em seguida, o proprietário enviou áudios em que se refere a Lucas e ao namorado de forma ofensiva:
“Esqueça esses dois viados aí, rapaz... Uns dois vagabundos aí, dois viados sem vergonha. Por isso que eu não gosto de diabo de viado”.
Cliente denunciam dono de loja por homofobia em Teresina. Foto: reprodução/Whatsapp O cliente declarou que ficou abalado emocionalmente com as mensagens.
"Por fim ele me manda esses dois áudios que eu não sei se era com o objetivo de me deixar mal, de dizer que foi um engano, mas querendo me atingir ou se realmente foi um engano, e ele deixou por muito tempo, muito tempo mesmo, e você pode ver que minha confirmação de leitura está habilitada, então ele viu que eu vi, e eu não respondi nada, porque eu fiquei muito abalado, fiquei muito triste no momento, nessa terça-feira, fiquei muito mal mesmo, mas ainda assim, eu esperei, posteriormente ele apagou, mas eu já tinha salvo, feito o vídeo e está aí, essa é a história completa" finaliza Lucas.
Desde 2019, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) equiparam a homofobia e a transfobia ao crime de racismo, tornando práticas discriminatórias dessa natureza passíveis de responsabilização penal.
A redação do portal Lupa1 tentou entrar em contato com o proprietário do estabelecimento, mas não obteve resposta. O espaço está aberto para declarações.
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