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PRONUNCIAMENTO

Após matérias da TV Lupa1, dono do Vegas Club contesta versão e explica o caso

Em entrevista, ele detalhou o histórico do processo e afirmou que o caso foi marcado por falhas de comunicação que levaram à atual situação jurídica da boate.

Por Redação

16 de outubro de 2025 às 21:34 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • David Barreto, proprietário do Vegas Club em Teresina, falou sobre a interdição do local pela Justiça do Piauí.
  • O problema começou com denúncias de poluição sonora no início do ano.
  • Barreto afirma que a boate seguiu recomendações dos órgãos ambientais e fez alterações, mas houve falha de comunicação que levou à interdição.
  • Uma notificação judicial não foi recebida corretamente, o que resultou em multa de quase R$ 300 mil e bloqueio das contas da empresa.
  • A Justiça alegou desprezo pelas ordens judiciais, mas Barreto nega e diz que estava realizando testes técnicos e não operando comercialmente.
  • Barreto não recebeu notificação formal de interdição e decidiu não abrir por precaução, aguardando ações dos advogados.
  • Ele lamenta a falta de comunicação que causou o prejuízo à boate.

Boate Vegas na região leste de Teresina
Boate Vegas na região leste de Teresina

O empresário David Barreto, um dos proprietários do Vegas Club, casa de shows localizada na zona Leste de Teresina, se pronunciou após a veiculação de uma reportagem da TV Lupa1 que noticiou a interdição do estabelecimento pela Justiça do Piauí. Em entrevista, ele detalhou o histórico do processo, rebateu pontos da matéria e afirmou que o caso foi marcado por falhas de comunicação que levaram à atual situação jurídica da boate.

 Boate Vegas na região leste de TeresinaBoate Vegas na região leste de Teresina 

Segundo Davi, os primeiros questionamentos sobre poluição sonora ocorreram no início do ano, e desde então, os responsáveis pelo Vegas Club teriam seguido todas as orientações dos órgãos ambientais.

No início do ano nós recebemos a primeira denúncia sobre o barulho incômodo à vizinhança. Essa denúncia a gente recebeu através do meio ambiente. Eles foram lá, orientaram a gente do que fazer, e nós fizemos a primeira mudança. Esse processo continuou, e quando foi no final de março eles voltaram, conversaram de novo, e disseram que o processo ainda estava rolando. Nós novamente fizemos todas as mudanças que foram pedidas.

O empresário explicou ainda que a casa passou por diversas intervenções técnicas. De acordo com ele, o trabalho teria sido acompanhado e aprovado por técnicos ambientais.

Mudamos a direção do palco, isolamos uma porta de saída e fizemos um isolamento acústico com espuma no teto. Também mudamos o áudio de direção, colocando na frente dessa porta para servir como barreira sonora. No dia 5 de junho eu recebi uma notificação da vara cível, e no dia 6 o pessoal do meio ambiente foi lá, comprovou o que fizemos e deu o diagnóstico de que estava tudo certo. A gente achava que tinha encerrado o caso.

Falha de comunicação e nova notificação não recebida

Davi contou que, mais recentemente, uma nova notificação judicial não chegou ao conhecimento dos donos da boate, o que teria causado o mal-entendido sobre o descumprimento da decisão.

No final de setembro, um rapaz que a gente estava treinando, que recebe mercadorias, assinou o recebimento do documento e o deixou no escritório. Como nem eu nem meu sócio somos daqui e não temos um gerente fixo, isso passou despercebido. A gente achava que, depois da visita do meio ambiente, estava tudo resolvido. Então fomos pegos de surpresa com a notícia de vocês (TV Lupa1) sobre a multa e a interdição.

Ao consultar o advogado, o empresário afirma que descobriu a existência de uma multa de quase R$ 300 mil e o bloqueio das contas da empresa

A gente achou que era fake news, mas o advogado confirmou que o processo estava rolando. Então, por falta de entendimento, fomos punidos. Foi um erro de comunicação, já que a pessoa que recebeu o documento nem era responsável pelo local.

Decisão judicial

A TV Lupa1 noticiou que a juíza Maria das Neves Ramalho Barbosa Lima, da 5ª Vara Cível de Teresina, determinou a interdição imediata do Vegas Club e o bloqueio de valores da empresa D. da Costa Barreto Representações e Eventos, responsável pela casa. A magistrada fundamentou a decisão afirmando que houve um “completo e deliberado desprezo do réu pelas ordens emanadas deste Poder Judiciário”.

O processo, segundo a decisão, indicava que o Vegas teria ignorado as determinações para obras de isolamento acústico, acumulando multas que chegaram a R$ 386 mil, das quais apenas R$ 46 mil teriam sido bloqueados via sistema Sisbajud.

A reportagem também mostrou que o clube teria funcionado na noite seguinte à decisão judicial, mesmo após a interdição, o que foi considerado descumprimento da ordem.

Davi, no entanto, nega essa versão e diz que o local não estava operando comercialmente, mas passando por testes técnicos.

Sobre a matéria de ontem, nós estávamos com profissionais técnicos e engenheiros fazendo um novo estudo e laudo de áudio, por isso o som da casa estava ligado. Posso encaminhar todas as provas possíveis sobre tudo. Portanto, a notícia é falsa, sem base, e foi publicada sem ter certeza da veracidade.

“Ainda não recebemos notificação sobre proibição de abrir”

O empresário também afirma que a casa não recebeu notificação formal de interdição e que a decisão de não abrir no fim de semana foi tomada por precaução.

Sobre a questão do Vegas não poder abrir, a gente ainda não recebeu nada da Justiça. Então não vamos abrir por precaução. Vamos esperar nossos advogados reunirem todas as provas cabíveis. Mas, até agora, não recebemos notificação.

O empresário conclui lamentando o prejuízo causado pela falta de comunicação entre as partes.

A gente se sente lesado e prejudicado. Poderiam ter enviado um ofício direto pra gente, já que não respondemos à notificação. Faltou diálogo, e isso nos penalizou injustamente.

Confira a nota de retratação na íntegra

Nota de retratação att.pdf