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INCLUSÃO DIGITAL

Pesquisa revela desigualdade na inclusão digital no Brasil

Comunidade do Pilar enfrenta barreiras tecnológicas ao lado do Porto Digital, no Recife

Teresinha Ferreira

09 de julho de 2026 às 08:48 ▪ Atualizado há 8 horas

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  • A inclusão digital no Brasil está progredindo, mas ainda enfrenta grandes desafios de desigualdade.
  • A Comunidade do Pilar, em Recife, destaca a segregação digital, próxima ao Porto Digital, um polo tecnológico.
  • Ana Cláudia Miguel aponta a frustração local com a falta de tecnologia acessível, apesar da proximidade com o Porto Digital.
  • Em 2025, o Porto Digital faturou R$ 7,4 bilhões, sublinhando a disparidade econômica e tecnológica.
  • Dados de 2026 indicam que 90,5% dos brasileiros usaram a internet, mas a qualidade do acesso varia muito.
  • Apenas 86% dos lares têm banda larga fixa, forçando muitos a usar dados móveis limitados.
  • Essa limitação é vista como ilegal por Flávia Lefrève, advogada em telecomunicações, por restringir a cidadania digital plena.
  • Na Comunidade do Pilar, falta de infraestrutura tecnológica impede o progresso educacional dos jovens.
  • Pierre Lucena, do Porto Digital, reconhece a dívida social existente.
  • A falta de oportunidades tecnológicas leva a juventude a caminhos ilícitos, segundo Ana Cláudia.

Dados da PNAD-TIC 2026 mostram que, enquanto 90,5% dos brasileiros usaram a internet em 2025, a qualidade do acesso é muito desigual.
Dados da PNAD-TIC 2026 mostram que, enquanto 90,5% dos brasileiros usaram a internet em 2025, a qualidade do acesso é muito desigual.

A inclusão digital no Brasil avança, mas ainda enfrenta significativos desafios de desigualdade. Em Recife, Pernambuco, a Comunidade do Pilar ilustra bem esse cenário, convivendo com a segregação digital ao estar ao lado do moderno Porto Digital, um dos principais polos de tecnologia do país.

A líder comunitária Ana Cláudia Miguel expressa a frustração local: “Mora-se no polo tecnológico, mas com déficit de tecnologia”, diz, apontando a disparidade entre o bairro e o Porto Digital, que em 2025 faturou R$ 7,4 bilhões. Essa diferença tecnológica destaca o enorme desafio enfrentado pelo Brasil para garantir uma inclusão digital de qualidade.

Dados da PNAD-TIC 2026 mostram que, enquanto 90,5% dos brasileiros usaram a internet em 2025, a qualidade do acesso é muito desigual. Apenas 86% dos domicílios têm banda larga fixa, deixando muitos dependentes de dados móveis limitados. Essa situação dificulta o acesso a serviços essenciais.

Flávia Lefrève, advogada especialista em telecomunicações, critica essa limitação, considerada ilegal pelo Marco Civil da Internet, já que impede muitos de exercerem sua cidadania digital plena.

Na Comunidade do Pilar, programas como o Pilar Universitário oferecem facilidades para o ensino superior, mas a falta de infraestrutura tecnológica, como computadores, ainda impede jovens como Eurídize Lima de Santana de concluir seus estudos.

Analisando a situação, Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, reconhece a dívida social existente, refletida num contraste incômodo até para as instituições tecnológicas próximas ao Pilar. Como ressalta Ana Cláudia: “Estamos perdendo os jovens para o mundo ilícito por falta de oportunidades”.

Fonte: Agência Brasil