BRASIL SOBERANO
Da Redação
29 de maio de 2026 às 09:57 ▪ Atualizado há 2 horas
O deputado federal Paulo Pimenta (PT), líder do partido na Câmara dos Deputados, defendeu a estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no combate ao crime organizado e criticou setores da extrema direita que celebraram a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o enfrentamento às facções criminosas deve ocorrer com firmeza, mas sem comprometer a soberania nacional.
“O governo do presidente Lula tem uma posição clara: combater PCC, Comando Vermelho e qualquer organização criminosa com firmeza, dentro da lei, fortalecendo a Polícia Federal, rastreando dinheiro, combatendo lavagem, tráfico de armas e protegendo a soberania do Brasil”, escreveu.
A declaração ocorre após o governo do presidente Donald Trump anunciar a classificação das facções brasileiras em categorias ligadas à política de segurança nacional norte-americana.
Críticas à oposição
O deputado afirmou que parte da oposição tenta transformar a medida anunciada pelos Estados Unidos em uma vitória política, sem considerar possíveis impactos para a autonomia brasileira.
“O que a extrema direita tenta vender como ‘grande dia’ pode abrir caminho para interferência externa, sanções contra o país e uma lógica militarizada sobre um problema que precisa ser enfrentado com inteligência, coordenação e responsabilidade”, declarou.
Segundo o deputado, o combate ao crime organizado deve ser tratado como política de Estado, com foco em inteligência, cooperação institucional e fortalecimento das capacidades do Estado brasileiro.
“Ninguém está defendendo facção. Estamos defendendo o Brasil”, afirmou.
O parlamentar também rebateu críticas feitas ao governo federal e reforçou que a defesa da soberania nacional não significa minimizar a atuação das organizações criminosas.
“O combate ao crime precisa ser sério. Precisa proteger o povo. Precisa atingir o dinheiro, as armas, os operadores e as redes que sustentam essas organizações”, escreveu.
“Segurança pública não pode ser palanque”
Ao longo da publicação, o líder do PT defendeu que o debate sobre segurança pública não seja utilizado como instrumento político-eleitoral.
“Segurança pública não pode ser palanque. Soberania nacional não pode ser moeda de troca”, declarou.
Na parte final da mensagem, o deputado afirmou que o Brasil possui condições de enfrentar o crime organizado por meio das próprias instituições.
“O Brasil não precisa se ajoelhar para combater o crime. Precisa de Estado forte, cooperação séria e compromisso com a vida real das pessoas”, escreveu.
Pimenta encerrou a publicação reafirmando apoio ao combate rigoroso às facções criminosas dentro da legalidade.
“Sem facção. Sem entreguismo. Com lei e trabalho concreto”, finalizou.
Fonte: Brasil 247
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