Brasil

VIOLÊNCIA INFANTIL NO BRASIL

Pesquisa revela persistência da violência infantil no Brasil

Estudo mostra alta incidência de agressões apesar de defesa pelo diálogo.

Teresinha Ferreira

14 de julho de 2026 às 19:52 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A violência física e verbal contra crianças é comum no Brasil, segundo pesquisa da Quaest e Instituto Infinis.
  • A maioria dos brasileiros, apesar de defenderem o diálogo, costumam gritar (62%) e bater (49%) em crianças.
  • Em 2026, foram feitas 115.814 denúncias de violações de direitos de crianças.
  • O Brasil tem cerca de 55 milhões de pessoas menores de 18 anos.
  • Márcia Kalvon destaca a importância de abordar essas percepções para romper ciclos de violência.
  • 93% dos entrevistados priorizam a educação, mas 61% aceitam o trabalho infantil.
  • 71% desconhecem leis de proteção à infância, como o ECA Digital.
  • A pesquisa completa será apresentada no 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância.

Agência Brasil Pesquisa revela persistência da violência infantil no Brasil

A prática de violência física e verbal contra crianças continua prevalente na cultura brasileira, segundo pesquisa realizada pela Quaest a pedido do Instituto Infinis. Mesmo que a maioria dos brasileiros considere o diálogo o melhor método para educar os filhos, as agressões permanecem comuns.

Conforme levantamento, nove em cada dez entrevistados defendem o diálogo como a melhor forma de corrigir comportamentos infantis, porém, 62% admitem já ter gritado, 49% já deram tapas e 27% usaram objetos para bater em crianças. A pesquisa não explorou as causas dessa discrepância.

Nos primeiros quatro meses de 2026, foram registradas 115.814 denúncias de violações de direitos de crianças no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Atualmente, o Brasil abriga cerca de 55 milhões de pessoas com menos de 18 anos.

Márcia Kalvon, diretora executiva do Infinis, afirmou que entender estas percepções é crucial para interromper o ciclo intergeracional de violência, destacando que proteger cada criança hoje significa menos violência no futuro.

Enquanto 93% dos entrevistados priorizam os estudos infantis, 61% consideram aceitável o trabalho infantil, principalmente quando pais ou adolescentes o desejam.

A pesquisa também revelou que 71% dos participantes desconhecem leis de proteção à infância, como o ECA Digital, mesmo após debates públicos recentes sobre o tema. A versão completa da pesquisa será apresentada em setembro no 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância.

Fonte: Agência Brasil