Política

Decisão do STF

STF encerra aposentadoria compulsória para juízes condenados

Decisão confirma que juízes condenados não terão aposentadoria como pena máxima

Da Redação

26 de maio de 2026 às 20:40 ▪ Atualizado há 19 horas

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  • A Primeira Turma do STF confirmou a decisão de acabar com a aposentadoria compulsória como pena máxima para juízes condenados por faltas graves.
  • O ministro Flávio Dino argumentou que a Emenda Constitucional nº 103 não prevê mais esse benefício.
  • Após decisão do CNJ, a AGU deve acionar o Supremo para decretar a perda do cargo do juiz.
  • Dino e os ministros Zanin, Moraes e Cármen Lúcia apoiaram a decisão, considerando a aposentadoria paga como uma sanção ineficaz.
  • Moraes destacou que punir um juiz corrupto com aposentadoria compulsória não faz sentido.
  • Desde 2005, o CNJ aposentou compulsoriamente 126 magistrados.

STF encerra aposentadoria compulsória para juízes condenados

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta terça-feira (26) a decisão do ministro Flávio Dino de acabar com a aposentadoria compulsória como pena máxima para juízes condenados por graves faltas disciplinares, incluindo corrupção e assédio.

O colegiado rejeitou um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de dois magistrados que perderam o benefício da aposentadoria compulsória. Em 16 de março, Dino argumentou que a Emenda Constitucional n° 103, última reforma da previdência, não prevê mais esse benefício.

Pelo novo entendimento, após a pena máxima decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Advocacia-Geral da União (AGU) deve entrar com uma ação no Supremo para decretar a perda do cargo do magistrado.

Na sessão, Dino reforçou sua posição contra a aposentadoria compulsória como punição administrativa mais grave, afirmando que esse tipo de sanção penaliza a sociedade e não efetivamente o juiz condenado.

A decisão foi apoiada pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Moraes destacou que não faz sentido punir um juiz corrupto com aposentadoria compulsória.

"A aposentadoria compulsória paga pelo contribuinte não é sanção", concluiu Moraes.

Em 20 anos, o CNJ aposentou compulsoriamente 126 magistrados. Criado em 2005, o CNJ julga faltas disciplinares de juízes e desembargadores conforme a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que previa a aposentadoria como punição mais severa.

Fonte: Agência Brasil



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