Política

RECIPROCIDADE

Alckmin esclarece que reciprocidade com EUA não é retaliação

Vice-presidente destaca que medida visa corrigir injustiças nas tarifas comerciais

Teresinha Ferreira

21 de julho de 2026 às 20:26 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • Alckmin afirma que a Lei da Reciprocidade é uma resposta à injustiça, não uma retaliação aos EUA.
  • A lei foi aprovada por unanimidade no Congresso e busca respostas institucionais.
  • O governo está desenvolvendo um pacote de apoio para setores impactados pelas tarifas dos EUA.
  • Tarifas de 25%, com possível aumento de mais 12,5%, afetam US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras.
  • Medidas incluem crédito do programa Brasil Soberano e flexibilização do regime de drawback.
  • A ApexBrasil busca novos mercados como Índia, México e Japão.
  • Setores como eletroeletrônicos, máquinas e calçados são os mais afetados.
  • Reuniões com representantes setoriais estão em andamento para definir estratégias de apoio.

Agência Brasil Vice-presidente Geraldo Alckmin
Vice-presidente Geraldo Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a Lei da Reciprocidade não é uma retaliação contra os Estados Unidos, mas sim uma forma de corrigir o que considera injusto para o Brasil. A declaração foi dada nesta terça-feira (21), após reunião com empresários afetados pelas novas tarifas impostas pelo governo Trump.

Alckmin enfatizou: "Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso." Ele lembrou que a lei foi aprovada por unanimidade no Congresso no ano passado e que oferece instrumentos legais para respostas institucionais.

O Executivo está finalizando um pacote de apoio aos setores impactados e acelerando a busca por novos mercados. O pacote inclui apoio financeiro, diversificação de destinos de exportação e diálogo com setores produtivos.

A medida dos EUA prevê uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, podendo aumentar em mais 12,5%, afetando cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, equivalente a US$ 7,4 bilhões.

Uma das soluções em estudo é a oferta de crédito, por meio do programa Brasil Soberano, para as empresas atingidas. Além disso, o governo considera flexibilizar regras do regime de drawback para dar mais prazo aos exportadores.

Paralelamente, a ApexBrasil intensificará a busca por novos mercados, como Índia, México e Japão, diminuindo a dependência do mercado americano.

Setores como eletroeletrônicos, máquinas e calçados estão entre os mais afetados. O mercado estadunidense é crucial para estas exportações, especialmente no setor de máquinas e equipamentos.

As determinações finais dos EUA sobre a aplicação cumulativa de tarifas são esperadas para sexta-feira, e reuniões com representantes dos setores afetados estão em andamento para consolidar um diagnóstico e definir o pacote de apoio.

Fonte: Agência Brasil