Política Nacional

Sérgio Moro chama fuzilamento de carro de "incidente"

"As pessoas vão ter que ser punidas, mas esses fatos podem acontecer", disse Moro

Teresinha

10 de abril de 2019 às 15:04


Sérgio Moro
Sérgio Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se referiu ao fuzilamento do carro de uma família no último domingo, no Rio de Janeiro, como “incidente”. Moro também destacou a ação da justiça militar, que determinou a prisão em flagrante de dez militares envolvidos na ação.

 “Foi um incidente bastante trágico. O que eu vi, porém, é que de imediato o Exército começou a apurar esses fatos e tomou as providências que foram cabíveis”, disse Moro em vídeo para o programa Conversa com Bial . “Os fatos vão ser esclarecidos. Se houve ali um incidente injustificável de qualquer espécie, o que parece ser o caso, as pessoas vão ter que ser punidas, mas lamentavelmente esses fatos podem acontecer”, completou.

Como Moro, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, também classificou o fuzilamento como um “incidente”. "A questão referente ao incidente com a morte do cidadão, eu repito: o Comando Militar do Leste e o Exército Brasileiro estão apurando os eventos em um inquérito policial militar, que está sendo acompanhado pela Justiça Militar e Ministério Público", disse ao ser questionado se o fuzilamento causava constrangimento ao Planalto.

O presidente Jair Bolsonaro não se manifestou sobre o assunto, nem oficialmente, nem pelas redes sociais. Na última terça-feira (9), Rêgo Barros afirmou que Bolsonaro não fez nenhuma manifestação de pesar pelo acontecimento. Nesta quarta-feira (10), as declarações do Ministro e do porta-voz repercutiram nas redes sociais. No Twitter, a palavra “incidente” figurou entre os assuntos mais comentados do país. A maioria das reações eram de indignação.

No domingo (7), o Exército disparou mais de 80 vezes contra o carro onde estava uma família. Evaldo dos Santos Rosa, que dirigia o veículo, morreu na hora e seu sogro, Sergio, ficou ferido. Eles estavam a caminho de um chá de bebê quando foram surpreendidos pelo ataque das Forças Armadas.

O Exército afirmou inicialmente que teria agido em legítima defesa e que as vítimas eram assaltantes. Mais tarde, disse que os depoimentos dos militares envolvidos no fuzilamento apresentaram inconsistências e dez dos 12 que foram interrogados tiveram a prisão preventiva decretada .

Fonte: Ig



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