Política Nacional

Flávio Bolsonaro acumulou cargo na Câmara com estágio no Rio

Cargo exigia 40 horas semanais na liderança do PPB em Brasília

Teresinha

24 de janeiro de 2019 às 15:01


Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) conciliou, entre dezembro de 2000 e junho de 2002, o curso da faculdade de Direito da Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, um estágio na Defensoria Pública do estado e também um cargo na liderança do PPB — antiga denominação do PP — na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Segundo reportagem publicada pela BBC News Brasil, Flávio ocupou um cargo de 40 horas semanais na Câmara, onde o trabalho era presencial, ao mesmo tempo em que se dedicava às outras ocupações no Rio. Procurada pelo EXTRA, a Câmara dos Deputados confirmou que Flávio foi funcionário da liderança do PPB, então partido de seu pai, Jair Bolsonaro, quando este exercia o terceiro mandato como deputado federal.

A Câmara não informou quanto Flávio recebeu pelo posto de “assistente técnico de gabinete”, mas o montante consta da declaração de Imposto de Renda dele fornecido à Justiça Eleitoral.

Em 2002, ao se candidatar à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Flávio declarou ter recebido, em 2001, R$ 4.712 por mês por desempenhar a função.

O curso na Cândido Mendes e o estágio na Defensoria são informados pelo parlamentar na rede social LinkedIn e no site da Alerj. Não há, entretanto, referência à passagem pela liderança do PPB em ambas as publicações.

O EXTRA procurou Flávio Bolsonaro para falar sobre o assunto, mas a assessoria de imprensa do parlamentar afirmou que ele prefere não se manifestar. O senador eleito também não quis falar com a BBC.

Ainda de acordo com a reportagem da BBC Brasil, o controle de presença de Flávio Bolsonaro entre dezembro de 2000 e junho de 2002 era feito por meio de folha com a frequência mensal, em vez de ponto diário. Ou seja, o gabinete da liderança do PPB enviava todo mês à direção da Câmara um relatório com os dias em que Flávio trabalhou.

O mesmo cargo de Flávio na Câmara foi ocupado antes por Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, que deixou o cargo uma semana antes de ser substituída.

Fonte: Extra/Globo



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