OPERAÇÃO
Da Redação
11 de julho de 2026 às 09:31 ▪ Atualizado há 4 horas
As forças de segurança do Piauí seguem à procura de dois investigados que permanecem foragidos após a operação da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), que desarticulou um esquema de fraude financeira ligado à empresa DF Group. Os foragidos são Lucas Soares Coutinho e Tharsio Moura Soares de Gusmão, que tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça, mas não foram encontrados durante o cumprimento dos mandados nessa sexta-feira (10).
Ao todo, a Justiça expediu 13 mandados de prisão temporária pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Dez pessoas foram presas durante a operação, incluindo o CEO e proprietário da empresa, Douglas Fonseca, e funcionários,
Segundo a SSP-PI, as equipes continuam realizando diligências para localizar os suspeitos, que passaram a ser considerados foragidos da Justiça.

Ostentação nas redes sociais
Lucas Soares Coutinho e Tharsio Moura Soares de Gusmão mantinham perfis nas redes sociais antes da operação e compartilhavam uma vida de luxo. As publicações exibiam viagens internacionais, hospedagens em hotéis de alto padrão, passeios em destinos turísticos e outros bens associados a um elevado padrão de vida.
Para os investigadores, a exposição nas redes sociais contrasta com as suspeitas de participação em um esquema que teria causado prejuízos milionários a dezenas de investidores.
A Polícia Civil apura se a imagem de sucesso financeiro divulgada pelos investigados fazia parte da estratégia para transmitir credibilidade ao negócio e atrair novos clientes, repetindo um padrão semelhante ao atribuído ao principal investigado, Douglas Fonseca de Araújo, preso durante a operação.
Esquema teria movimentado R$ 100 milhões
A operação foi deflagrada na sexta-feira (10) e cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, apreensão de veículos e suspensão das atividades da DF Group, empresa que funcionava no edifício Eurobusiness, na Avenida Raul Lopes, zona Leste de Teresina.

As investigações apontam que o grupo prometia altos rendimentos em investimentos financeiros, mas as vítimas afirmam que nunca receberam os lucros anunciados nem conseguiram recuperar os valores aplicados.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, mais de 100 boletins de ocorrência foram registrados contra a empresa. A estimativa é de que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 100 milhões em aproximadamente dois anos.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e localizar os dois investigados que seguem foragidos. A polícia orienta que qualquer informação sobre o paradeiro de Lucas Soares Coutinho e Tharsio Moura Soares de Gusmão seja repassada às autoridades por meio dos canais oficiais de denúncia, com garantia de sigilo.


