CRISE HÍDRICA
Alinny Maria
22 de abril de 2026 às 10:38 ▪ Atualizado há 11 horas
Moradores de cidades da região da Serra da Capivara vêm enfrentando dificuldades com a falta de água e a baixa qualidade do abastecimento. Em alguns locais, o fornecimento chega a ficar interrompido por dias, enquanto em outros a água distribuída levanta dúvidas sobre potabilidade.
A situação atinge municípios como São Raimundo Nonato, Caracol, Dom Inocêncio, Anísio de Abreu e Guaribas, além de outras cidades da região. Relatos apontam que famílias têm precisado recorrer a alternativas, como armazenamento improvisado e compra de água, para dar conta das necessidades básicas do dia a dia.
Diante da situação, o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) intensificou a atuação para enfrentar a crise no abastecimento de água. A mobilização reúne o Procon, promotorias locais, o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA) e a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ).
Durante fiscalizações presenciais, coordenadas pelo Procon, foram constatadas falhas estruturais graves no sistema de abastecimento. Entre os principais problemas identificados estão desabastecimento prolongado, fornecimento de água imprópria para consumo humano e cobranças indevidas, mesmo sem a prestação regular do serviço.
Os impactos vão além das residências. Em algumas localidades, unidades de saúde chegaram a suspender atendimentos por falta de água adequada, o que acende um alerta para riscos à população. Escolas também enfrentam dificuldades para manter a rotina.
Relatórios técnicos apontaram ainda riscos à saúde pública, com indícios de contaminação da água em algumas localidades. Diante do cenário, a procuradora-geral de Justiça, Cláudia Seabra, determinou a criação de um grupo de trabalho para coordenar ações integradas de fiscalização e solução do problema.

Diante da pressão de moradores e autoridades, a concessionária Águas do Piauí apresentou em audiência pública um plano com medidas emergenciais e estruturais. Entre as ações estão o envio de carros-pipa, perfuração de poços e melhorias no sistema de tratamento e distribuição.
A proposta também prevê ampliar o controle da qualidade da água e reforçar o abastecimento em pontos críticos, como hospitais e escolas. Apesar disso, a população ainda cobra soluções rápidas e eficazes, já que o problema afeta diretamente a saúde, a rotina e a dignidade das famílias.
Enquanto as medidas começam a ser implementadas, o acompanhamento segue sendo feito por órgãos de fiscalização, e moradores aguardam que o fornecimento de água volte à normalidade de forma contínua e segura.
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