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Trump usa imagem com IA e dispara ameaça ao Irã: “Chega de ser bonzinho”

Por outro lado, Trump defende que o tema nuclear seja tratado desde o início das negociações

Gilson Rocha

29 de abril de 2026 às 11:02 ▪ Atualizado há 40 minutos

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  • O presidente Donald Trump fez ameaças ao Irã, criticando sua capacidade de negociação e compartilhando uma imagem agressiva nas redes sociais.
  • A Casa Branca está analisando uma proposta do Irã sobre o estreito de Hormuz, uma rota importante para o petróleo global.
  • Trump está insatisfeito com o plano iraniano e pode preparar um bloqueio prolongado dos portos iranianos.
  • O Irã propõe negociações em etapas começando pelo fim da guerra e o controle do estreito de Hormuz.
  • Trump quer discutir o programa nuclear desde o início e busca restringir o enriquecimento de urânio pelo Irã.
  • A estratégia de Trump é aumentar a pressão econômica sobre o Irã.
  • No cenário interno, Trump enfrenta queda de popularidade devido ao conflito e ao custo de vida.
  • A proposta de Teerã, mediada pelo Paquistão, inclui controle sobre o estreito e o programa nuclear, defendendo seu uso civil.
  • O secretário de Defesa dos EUA irá depor no Congresso sobre a guerra.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, vê a proposta iraniana como positiva, mas insiste em condições mais restritivas.
  • O Irã critica a postura dos EUA, chamando suas exigências de ilegais e irracionais.

Trump ameaça Irã e eleva tensão no Oriente Médio em meio a impasse sobre acordo nuclear
Trump ameaça Irã e eleva tensão no Oriente Médio em meio a impasse sobre acordo nuclear

Em meio ao impasse nas negociações sobre o conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer ameaças ao Irã nesta quarta-feira (29). Em uma publicação nas redes sociais, ele compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial na qual aparece armado diante de explosões, acompanhada da frase: "Chega de ser bonzinho".

Na mesma postagem, Trump criticou a condução iraniana nas negociações. "Não é capaz de se organizar. Não sabem como assinar um acordo não nuclear. É melhor se apressarem", escreveu o republicano ao se referir a Teerã.

Enquanto isso, a Casa Branca informou, no dia anterior, que analisa a proposta mais recente apresentada pelo Irã envolvendo o estreito de Hormuz, rota estratégica por onde circula cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente.

Segundo a agência Reuters, com base em relatos de integrantes do governo, Trump demonstrou insatisfação com o plano iraniano e teria orientado sua equipe a se preparar para um possível bloqueio prolongado dos portos do país, buscando aumentar a pressão sobre Teerã.

A proposta iraniana prevê um processo de negociação em etapas, começando pelo fim da guerra e por garantias de que os Estados Unidos não retomariam o conflito. Em seguida, seriam discutidos o bloqueio naval imposto pelos americanos e o futuro do estreito de Hormuz, que o Irã deseja reabrir sob seu controle.

Somente após essas etapas iniciais, outras questões entrariam na pauta, incluindo o impasse em torno do programa nuclear iraniano, com o país buscando o reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio para fins considerados legítimos.

Por outro lado, Trump defende que o tema nuclear seja tratado desde o início das negociações. De acordo com o The Wall Street Journal, o republicano desconfia da postura iraniana e acredita que pode forçar o país a interromper o enriquecimento de urânio por duas décadas, além de aceitar restrições mais rígidas.

Ainda conforme o jornal, o presidente avaliou em reunião com aliados na Casa Branca que tanto retomar bombardeios quanto abandonar o conflito representam riscos elevados. Assim, a estratégia atual seria intensificar a pressão econômica, especialmente sobre as exportações de petróleo iranianas, para obter concessões.

Em meio às tensões, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, presta nesta quarta-feira seu primeiro depoimento ao Congresso sobre a guerra, ao lado de Dan Caine, respondendo a questionamentos de parlamentares.

No cenário interno, Trump enfrenta queda de popularidade, influenciada pelo descontentamento com o custo de vida e com o conflito, segundo levantamento da Reuters/Ipsos.

A proposta mais recente de Teerã, enviada com mediação do Paquistão, estabelece pontos considerados inegociáveis, como o programa nuclear e o controle sobre o estreito de Hormuz, de acordo com a agência Fars. O Irã sustenta que seu programa atômico tem finalidade civil.

O secretário de Estado, Marco Rubio, avaliou na terça-feira que a oferta iraniana é "melhor" do que o esperado, mas ressaltou que Washington exige a retomada do funcionamento normal de Hormuz.

Eles são muito bons negociadores", afirmou Rubio, acrescentando que qualquer acordo precisa impedir definitivamente que o Irã desenvolva armas nucleares.

Por outro lado, o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei Nik, criticou a postura americana e fez um alerta. "Os Estados Unidos devem abandonar suas exigências ilegais e irracionais. Os Estados Unidos já não estão em condições de ditar sua política às nações independentes", declarou, segundo a televisão estatal iraniana.

Fonte: Estadão