CONFLITO INTERNACIONAL
Teresinha Ferreira
20 de julho de 2026 às 11:58 ▪ Atualizado há 23 horas
A intensificação dos ataques no Oriente Médio destaca o fracasso do acordo entre Irã e Estados Unidos destinado a encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, que já causou milhares de mortes.
Bombardeios a infraestruturas civis, como pontes e usinas de dessalinização, aumentaram contra o Irã. Em resposta, o país persa intensificou ataques em nações do Golfo, como Jordânia, Bahrein e Kuwait, atingindo alvos militares dos EUA e instalações civis.
De acordo com o especialista Agostinho Costa, o memorando entre EUA e Irã foi uma “mentira” para lidar com a redução das reservas de petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo ele, os EUA usaram o acordo como estratégia política sem intenção de cumpri-lo.
Ali Ramos, especialista em geopolítica, explicou à Agência Brasil que a escalada dos ataques destaca a Jordânia devido ao seu papel estratégico para a Força Aérea americana. Segundo ele, os principais objetivos dos EUA, como acabar com o programa nuclear iraniano, não têm sido alcançados, e a resposta iraniana legitima seu governo.
Para o Major-General Costa, a falta de uma nova estratégia eficaz pelos EUA reflete-se nos repetidos bombardeios aéreos, enquanto as capacidades ofensivas iranianas permanecem fortes.
Analistas indicam que o objetivo inicial era a “troca de regime” no Irã para conter a influência econômica da China e solidificar a hegemonia regional. Com o fracasso, os EUA buscam restabelecer o status de navegação no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã defende um novo modelo de gestão com Omã.
Fonte: Agência Brasil
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