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ASTRONOMIA

Eclipse solar total mais longo do século já tem data para acontecer

O eclipse solar total mais longo do século XXI ocorrerá em agosto de 2027 e irá durar mais de 6 minutos

Da Redação

17 de julho de 2026 às 00:45 ▪ Atualizado há 57 minutos

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  • Um eclipse solar total ocorrerá em 2 de agosto de 2027, sendo o mais longo do século XXI com 6 minutos e 22 segundos de duração.
  • O caminho da totalidade passa por Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Somália e outras regiões do hemisfério oriental.
  • A longa duração é devido à Lua estar no perigeu e à Terra em posição que faz o Sol parecer menor.
  • Eclipses solares totais são raros, com a Lua bloqueando totalmente a luz solar durante a fase de totalidade, permitindo a visualização da coroa solar.
  • O Brasil não estará na rota do eclipse em 2027.
  • Observação segura requer óculos certificados pela norma ISO 12312-2 ou vidros de soldador nº 14.
  • Condições meteorológicas favoráveis são essenciais para a observação ideal.

Redes sociais Em 2 de agosto de 2027 ocorrerá o eclipse total do sol mais longo do século
Em 2 de agosto de 2027 ocorrerá o eclipse total do sol mais longo do século

Um dos eventos astronômicos mais aguardados da década já tem data marcada. Em 2 de agosto de 2027, um raro eclipse solar total cruzará parte do hemisfério oriental e será o mais longo do século XXI, com duração estimada de 6 minutos e 22 segundos, segundo a Nasa.

O fenômeno ocorrerá quando a Lua se alinhar perfeitamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar em uma estreita faixa do planeta. A totalidade terá aproximadamente 258 quilômetros de largura e proporcionará um espetáculo considerado um dos mais impressionantes da astronomia.

O eclipse começará sobre o Atlântico Leste, seguirá pelo Estreito de Gibraltar e atingirá seu ponto máximo no Egito. A faixa de visibilidade passará por países como Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita e Somália, além de outras regiões do norte da África, Oriente Médio e sul da Europa.

A longa duração do fenômeno será possível graças a uma combinação de fatores astronômicos. No dia do eclipse, a Lua estará no perigeu, ponto de sua órbita em que fica mais próxima da Terra, fazendo com que pareça maior no céu. Ao mesmo tempo, a Terra estará em uma posição de sua órbita que faz o Sol aparentar um tamanho ligeiramente menor, permitindo que o disco lunar cubra completamente a estrela por um período excepcionalmente longo.

O último eclipse solar total de grande destaque ocorreu em abril de 2024, quando o fenômeno pôde ser observado em partes do Oceano Pacífico, México, Estados Unidos e Canadá. Na ocasião, a fase de totalidade durou cerca de quatro minutos.

O que é um eclipse solar total?

Um eclipse solar total acontece quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando totalmente a luz da estrela. Como esse alinhamento precisa ser praticamente perfeito, o fenômeno é considerado raro e só ocorre em momentos específicos.

Durante a fase de totalidade, os observadores conseguem visualizar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, normalmente invisível devido ao intenso brilho da estrela.

A observação completa do eclipse só é possível dentro da chamada faixa de totalidade. Fora dessa região, o eclipse é visto apenas de forma parcial ou sequer pode ser observado. Por esse motivo, o Brasil ficará fora da rota do eclipse de 2027.

Como observar o eclipse com segurança?

Especialistas alertam que nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, mesmo durante um eclipse parcial. A recomendação é utilizar exclusivamente óculos para observação solar certificados pela norma ISO 12312-2 ou vidros de soldador nº 14. Equipamentos como telescópios, binóculos e câmeras também devem contar com filtros solares específicos.

A astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional (ON/MCTI), reforça que óculos escuros, chapas de raio-X e outros materiais improvisados não oferecem proteção contra os danos causados pela radiação solar.

Além do equipamento adequado, as condições meteorológicas também serão determinantes para a observação. Céu limpo e baixa cobertura de nuvens aumentam as chances de acompanhar um dos fenômenos naturais mais raros e espetaculares da astronomia.

Fonte: Nasa