TRABALHO
Da Redação
28 de maio de 2026 às 17:50
A demanda por trabalhadores em diversos setores está sustentando a resiliência do mercado de trabalho no Brasil, mantendo o desemprego em patamares mais baixos. Apesar de desafios como as taxas de juros elevadas, a taxa de desocupação terminou o trimestre em abril com 5,8%, um recuo de 0,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da PNAD Contínua do IBGE.
Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, afirmou que a diversificação dos setores que demandam trabalhadores é crucial para essa sustentação. Ela observou que o mercado atual não depende apenas do setor público ou do privado, mas de um mix que vem se mostrando eficiente.
O rendimento real habitual médio chegou a R$ 3.732, permanecendo estável no trimestre e crescendo 5,3% no ano. Já a massa de rendimento alcançou R$ 377 bilhões, com aumento de 6,5% em um ano. Isso ocorre num cenário em que, mesmo com a renda crescente, as pessoas precisam sustentar o consumo, que se torna mais oneroso com juros altos.
Beringuy destacou que o mercado de trabalho brasileiro está respondendo bem aos efeitos adversos, como os juros. A guerra no Oriente Médio ainda não mostrou impacto direto significativo sobre a ocupação, mas ela alerta para possíveis influências nos preços de combustíveis, o que poderia, eventualmente, impactar o mercado.
Em termos de formalização, o número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,3 milhões, enquanto os trabalhadores sem carteira totalizaram 13,3 milhões. O setor público registrou 12,9 milhões de trabalhadores, um aumento de 3,4% no ano. Já os trabalhadores por conta própria somaram 26 milhões, com crescimento de 2,3% no período. A população desalentada caiu 15,3%, atingindo 2,6 milhões de pessoas.
Esses dados são resultado da PNAD Contínua, uma das principais pesquisas de força de trabalho no Brasil, que cobre 211 mil domicílios em 3.500 municípios, realizada com a colaboração de cerca de 2 mil entrevistadores. O levantamento traz uma visão completa sobre os movimentos e tendências laborais no país.
Fonte: Agência Brasil
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