Economia

COMÉRCIO EXTERIOR E TARIFAS

Brasil critica tarifas dos EUA e aciona resposta na OMC

Governo brasileiro rejeita justificativas dos EUA e vê medidas ilegais no comércio

Teresinha Ferreira

16 de julho de 2026 às 07:09 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • O governo brasileiro repudiou a decisão dos EUA de impor tarifas de 25% sobre produtos do Brasil.
  • As tarifas entram em vigor no dia 22, baseadas em investigações do USTR.
  • O Brasil não reconhece a legitimidade das investigações, citando falta de amparo nas regras comerciais multilaterais.
  • O governo brasileiro ativará a Lei de Reciprocidade e tomará medidas na OMC.
  • A investigação dos EUA acusa o Brasil de práticas comerciais desleais e questões ambientais e digitais.
  • O Brasil defende a regulamentação de plataformas digitais e destaca a redução do desmatamento ilegal.
  • Nas audiências do USTR, a maioria foi contra as tarifas.
  • O Brasil pretende buscar novos parceiros comerciais e proteger a economia com o Plano Brasil Soberano.

Agência Brasil A investigação do USTR, iniciada há um ano, acusou o Brasil de práticas que afetam o comércio dos EUA
A investigação do USTR, iniciada há um ano, acusou o Brasil de práticas que afetam o comércio dos EUA

O governo brasileiro repudiou a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre produtos nacionais, anunciada nesta quarta-feira (15). A medida entra em vigor no próximo dia 22, baseada em investigações do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

Em nota oficial, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência destacou que o Brasil não reconhece a legitimidade das investigações, alegando falta de amparo nas regras multilaterais de comércio. O documento afirma que "não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos" contra o país.

A nota também menciona a ativação imediata da Lei de Reciprocidade, além de medidas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). "O Brasil iniciará os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade", reforça o comunicado.

A investigação do USTR, iniciada há um ano, acusou o Brasil de práticas que afetam o comércio dos EUA, incluindo tarifas injustas e questões ambientais e digitais. Entre as críticas estão o Pix e a regulação de plataformas digitais, a qual o Brasil defende como um patrimônio nacional.

Além disso, o governo brasileiro destacou esforços contra o desmatamento ilegal, alegando significativa redução dos índices desde 2023. Nas audiências públicas do USTR, a maior parte das intervenções foi contrária às tarifas dos EUA.

Por fim, a nota reitera o compromisso do Brasil em buscar novos parceiros comerciais e proteger a economia nacional com o Plano Brasil Soberano, que visa sustentar os setores afetados pelas tarifas dos EUA.

Fonte: Agência Brasil