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TARIFAÇO

Maioria dos brasileiros culpa Flávio Bolsonaro por tarifaço dos EUA, diz pesquisa

Brasileiros responsabilizam Flávio Bolsonaro pelas novas tarifas dos EUA; tema impacta em sua intenção de voto, inclusive entre parte do eleitorado de direita

Da Redação

16 de julho de 2026 às 16:39 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • A maioria dos brasileiros (51%) atribui a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelas tarifas americanas, conforme acusações de Lula.
  • Em comparação, 30% dos entrevistados acreditam na versão de Flávio Bolsonaro, que culpa Lula pelas tarifas.
  • A diferença de opinião entre os dois aumentou desde junho.
  • Sobre os motivos das tarifas: 49% concordam com Lula, que atribui ao Pix, enquanto 33% apoiam a ideia de Flávio de que são devido a declarações de Lula.
  • A pesquisa mostra ceticismo sobre a influência de Flávio Bolsonaro nos EUA; 58% acham que ele não consegue reverter as tarifas.
  • Maioria (63%) dos brasileiros acredita que as tarifas de 25% vão prejudicar sua vida.
  • O levantamento foi realizado entre 10 e 13 de julho, antes das tarifas serem oficialmente impostas.

Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca. Foto: reprodução
Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca. Foto: reprodução

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) mostra que a maioria dos brasileiros atribui a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. 

Questionados sobre quem teria motivado o tarifaço (se Flávio Bolsonaro, ao pedir a Trump a sanção contra o Brasil, como acusa Lula, ou se o próprio Lula, ao provocar os Estados Unidos, como alega Flávio), 51% concordam com a versão de Lula e 30% com a de Flávio.

Apesar de divulgada nesta quinta-feira, a pesquisa foi feita entre os dias 10 e 13 de julho, antes, portanto, de os EUA terem decidido impor a tarifa de 25% ao Brasil, nessa quarta.

Em junho, 47% concordavam com Lula enquanto 35% concordavam com Flávio Bolsonaro, ou seja: a atribuição de culpa a Flávio aumentou dentro da margem de erro no último mês, enquanto a adesão à sua defesa oscilou negativamente. 

Pergunta da Quaest - Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter pedido o tarifaço contra o Brasil. Flávio nega e diz que pediu a Trump para não taxar o país. Com quem você concorda mais?

Com Lula: 51% (em junho, eram 47%);

Com Flávio Bolsonaro: 30% (eram 35%);

Não sabe/não respondeu: 6% (eram 8%)

Retaliação ao PIX

O mesmo padrão aparece quando o tema é o motivo das tarifas: 49% concordam com Lula de que a medida seria retaliação ao Pix, contra 33% que aceitam a versão de Flávio de que as tarifas seriam resposta a declarações do presidente contra os EUA. Em junho, a diferença era de 46% a 36%.

Pergunta da Quaest - Para Lula, as novas tarifas são uma retaliação ao Pix. Para Flávio Bolsonaro, elas são resultado das declarações de Lula contra os EUA. Com quem você concorda mais?

Com Lula: 49% (em junho, eram 46%);

Com Flávio Bolsonaro: 33% (eram 36%);

Nenhum dos dois: 10% (eram 10%);

Não sabe/não respondeu: 8% (eram 8%)

Sem prestígio 

Mesmo com a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do tema diretamente com Trump, 57% dos brasileiros disseram não saber da viagem. E entre os que sabem, o ceticismo é maior do que a confiança: 58% acham que ele não tem força para convencer Trump e o governo americano a rever as tarifas contra o Brasil, contra 34% que acreditam que sim.

Pergunta da Quaest: Na sua opinião, Flávio Bolsonaro tem força para convencer Trump e o governo dos Estados Unidos a voltar atrás nas tarifas contra produtos brasileiros, ou não?

Sim: 34%

Não: 58%

Não sabe/não respondeu: 8%

O impacto das tarifas

A Quaest também analisou a percepção dos brasileiros sobre o impacto do tarifaço na sua vida. Para a maioria, 63%, as novas tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros vão prejudicar sua vida ou de sua família.

Veja os resultados

Pergunta da Quaest - Você acredita que essas novas tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros vão prejudicar sua vida ou de sua família?

Sim: 63% (eram 55% no levantamento de junho);

Não: 31% (eram 37%);

Não sabe/não respondeu: 6% (eram 8%)

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-07181/2026.

Fonte: G1/Quaest