A conquista de mais uma medalha de prata na segunda Olimpíada consecutiva leva a seleção feminina de futebol a pensar que agora é a hora de a modalidade ter mais apoio e investimentos.- O Brasil inteiro nos admira, agora queríamos que tivesse uma liga com empregos aqui. Ninguém é rica, precisamos ganhar dinheiro para viver. E queremos ter emprego no Brasil. Hoje estou na Suécia, mas queria ficar no Brasil. Falta uma liga de futebol profissional, mas com a imprensa presente aqui, acredito que as empresas vão se interessar em patrocinar - destaca Daniela Alves, que espera que a Copa do Brasil, promovida pela CBF no ano passado, se repita.Cristiane lembra que muitas jogadoras brasileiras acabam deixando o país para jogar na Europa justamente por não terem esta estrutura nos clubes que mantém o futebol feminino.- Somos a segunda melhor seleção do mundo, precisamos de mais incentivo. Temos excelentes jogadoras brasileiras, mas estamos perdendo todas para a Europa porque não temos um Nacional aqui no Brasil. Temos promessas desde 2004 de que tudo vai melhorar. Ainda não aconteceu o que esperamos. A gente não precisa provar mais que sabe jogar bola - desabafa Cristiane.Se outras jogam fora do país e algumas ainda conseguem clube no Brasil, nem todas têm esta sorte. Bárbara não atuava oficialmente desde dezembro do ano passado. Ela defendeu o Sport Recife, mas agora procura uma chance me outra equipe.- Estou sem clube agora e ficarei descansando na minha casa, em Recife, na espera por alguma proposta - lamenta Bárbara.
Fonte: Globoesporte